Paciência é o bem mais raro da vida. Liga Profissional. Segundo o último relatório do Observatório do Futebol (CIES), o futebol argentino se consolida como um dos contextos mais hostis para projetos de longo prazo: dois em cada três treinadores são demitidos antes de completar 365 dias em sua posição.
Por que os técnicos saem?: Os motivos das derrotas na Liga Profissional
Projetos curtos e resultados imediatos
Na Argentina, um coach dura em média apenas 8,3 meses. Este número coloca o país numa zona de rotação crítica a nível continental. A pressa em pontuar e a pressão das lideranças reforçam todas as tentativas de processo estrutural, transformando a categoria máxima em um “triturador” de órgãos técnicos que raramente conseguem superar a barreira do ano.
O paradoxo da experiência
Apesar da alta rotatividade, os clubes argentinos não investem na renovação geracional. Estudo mostra que liga local é a segunda mais “veterana” do mundocom idade média de 54,6 anos entre seus técnicos. Atualmente não há treinadores com menos de 40 anos na Primeira Divisão; Os líderes buscam proteção em nomes com mérito, mesmo que não tenham o tempo necessário para trabalhar.
2026: um ano de partidas retumbantes
Até agora neste ano, a tendência está se confirmando com pesadas demissões e demissões. A produção mais forte foi a de Marcelo Gallardo um rioque não conseguiu encontrar o seu caminho no seu segundo ciclo. Nomes importantes como Eduardo Domínguez (que deixou o Estudiantes por oferta do exterior) e o histórico Daniel Oldra no Instituto.
Mesmo aqueles que alcançaram objetivos épicos não sobreviveram à série de derrotas: Ivan Delfinoapós a histórica promoção com o Estudiantes de Río Cuarto, e Guilherme Farréque salvou o Aldosivi do rebaixamento, já deixaram seus cargos neste conturbado 2026.
Todos os treinadores que deixaram o cargo em 2026
- Daniel Oldra (Iniciar): Maus resultados depois de perder para Vélez e Platense.
- Eduardo Domínguez (Alunos): Ele saiu devido a uma oferta financeira do Atlético Mineiro do Brasil.
- Favio Orsi e Sergio Gomez (Newell): A dupla não convenceu após uma sequência de seis jogos sem vencer.
- Marcelo Gallardo (Rio): Não conseguiu encontrar o desempenho esperado em seu segundo ciclo.
- Hugo Colace (Atlético Tucumán): Ele deixou o cargo após um início fraco e a derrota para o Belgrano.
- Ivan Delfino (alunos RC): Ele não conseguiu firmar a equipe na categoria pós-promoção.
- Ajuda Damião (São Lourenço): Demitido por maus resultados apenas 42 dias após a renovação.
- Guilherme Farré (Aldosívi): Despedido por causa de um presente ruim que comprometeu sua durabilidade.
- Gustavo Benítez (Riestra): Ele saiu por falta de identidade futebolística e resultados negativos.
- Fernando Zaniratto (LP Ginástica): A impropriedade da equipe em 2026 forçou sua demissão.
PA



