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O futebol argentino é um “triturador” de treinadores: quanto tempo dura um treinador no cargo?

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Paciência é o bem mais raro da vida. Liga Profissional. Segundo o último relatório do Observatório do Futebol (CIES), o futebol argentino se consolida como um dos contextos mais hostis para projetos de longo prazo: dois em cada três treinadores são demitidos antes de completar 365 dias em sua posição.

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Projetos curtos e resultados imediatos

Na Argentina, um coach dura em média apenas 8,3 meses. Este número coloca o país numa zona de rotação crítica a nível continental. A pressa em pontuar e a pressão das lideranças reforçam todas as tentativas de processo estrutural, transformando a categoria máxima em um “triturador” de órgãos técnicos que raramente conseguem superar a barreira do ano.

Guillermo Farré, ex-técnico do Aldosivi

O paradoxo da experiência

Apesar da alta rotatividade, os clubes argentinos não investem na renovação geracional. Estudo mostra que liga local é a segunda mais “veterana” do mundocom idade média de 54,6 anos entre seus técnicos. Atualmente não há treinadores com menos de 40 anos na Primeira Divisão; Os líderes buscam proteção em nomes com mérito, mesmo que não tenham o tempo necessário para trabalhar.

Gustavo Costas
Gustavo Costas, atual técnico do Racing e um dos mais veteranos do futebol argentino

2026: um ano de partidas retumbantes

Até agora neste ano, a tendência está se confirmando com pesadas demissões e demissões. A produção mais forte foi a de Marcelo Gallardo um rioque não conseguiu encontrar o seu caminho no seu segundo ciclo. Nomes importantes como Eduardo Domínguez (que deixou o Estudiantes por oferta do exterior) e o histórico Daniel Oldra no Instituto.

Mesmo aqueles que alcançaram objetivos épicos não sobreviveram à série de derrotas: Ivan Delfinoapós a histórica promoção com o Estudiantes de Río Cuarto, e Guilherme Farréque salvou o Aldosivi do rebaixamento, já deixaram seus cargos neste conturbado 2026.

Marcelo Gallardo
Marcelo Gallardo, ex-técnico do River

Todos os treinadores que deixaram o cargo em 2026

  • Daniel Oldra (Iniciar): Maus resultados depois de perder para Vélez e Platense.
  • Eduardo Domínguez (Alunos): Ele saiu devido a uma oferta financeira do Atlético Mineiro do Brasil.
  • Favio Orsi e Sergio Gomez (Newell): A dupla não convenceu após uma sequência de seis jogos sem vencer.
  • Marcelo Gallardo (Rio): Não conseguiu encontrar o desempenho esperado em seu segundo ciclo.
  • Hugo Colace (Atlético Tucumán): Ele deixou o cargo após um início fraco e a derrota para o Belgrano.
  • Ivan Delfino (alunos RC): Ele não conseguiu firmar a equipe na categoria pós-promoção.
  • Ajuda Damião (São Lourenço): Demitido por maus resultados apenas 42 dias após a renovação.
  • Guilherme Farré (Aldosívi): Despedido por causa de um presente ruim que comprometeu sua durabilidade.
  • Gustavo Benítez (Riestra): Ele saiu por falta de identidade futebolística e resultados negativos.
  • Fernando Zaniratto (LP Ginástica): A impropriedade da equipe em 2026 forçou sua demissão.

PA



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