O judiciário iraniano anunciou no sábado a execução de um homem considerado culpado de colaborar com os serviços secretos israelenses durante grandes protestos no Irã em janeiro.
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As execuções aumentaram no país desde o início da guerra, desencadeada por um ataque norte-americano-israelense em 28 de fevereiro.
O site do judiciário Mizan Online disse que Erfan Kiani foi enforcado após um procedimento aprovado pelo tribunal superior.
Ele o descreve como um dos “principais heróis” que participaram da “missão dada pelo Mossad” durante as manifestações que abalaram a província central de Isfahan.
Foi movida uma ação contra ele por “dano a bens públicos e privados, incêndio criminoso, posse e uso de coquetéis molotov, porte de arma branca (facão), bloqueio de vias de trânsito, ataque a agentes e disseminação de medo entre os cidadãos”.
A sua execução eleva para nove o número de pessoas executadas no país desde 19 de março por motivos ligados aos protestos de janeiro.
Autoridades iranianas disseram que os protestos começaram de forma pacífica e depois se transformaram em “motins instigados por estrangeiros”.
O governo reconhece que mais de 3.000 pessoas morreram nestas manifestações, mas atribui a violência às “ações terroristas” organizadas pelos Estados Unidos e Israel.
Segundo algumas ONG, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais utiliza a pena de morte, depois da China.



