Um analista que apela à prudência afirma que o acordo alcançado entre o Irão e os Estados Unidos mais se assemelha a um cessar-fogo temporário do que a um verdadeiro avanço diplomático.
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Estão a aumentar sinais contraditórios em torno das negociações entre o Irão e os Estados Unidos. Por um lado, Donald Trump cancelou a viagem para o casamento do filho para ficar em Washington, onde teve uma reunião com altos funcionários sobre a situação no Irão. Enquanto isso, o secretário de Estado Marco Rubio falou no sábado sobre a possibilidade de chegar a um acordo “já hoje”.
Para Georges Mercier, analista e doutorando em ciências políticas na Sciences Po Paris, é necessária cautela. “Esta não é a primeira vez que somos informados de um acordo que não acontecerá tão cedo”, lembra ele, citando o primeiro exemplo de um cessar-fogo que teria mantido o Estreito de Ormuz aberto, mas que não aconteceu.
As posições básicas de ambos os lados estão congeladas. O regime iraniano reconstituído acredita que está numa posição forte e rejeita quaisquer concessões importantes. O novo Aiatolá também assinou um decreto proibindo a transferência de urânio iraniano para fora do país, que era a principal exigência de Washington. O Sr. Mercier afirma que continuamos a ter fé na vitória do lado americano.
cessar-fogo prolongado
O que está a tomar forma concreta é a prorrogação do cessar-fogo por mais 60 dias, o que significa que é altura de negociações mais sérias.
No entanto, o analista aponta a mudança de tom na Casa Branca: “Esta não é a primeira vez que nos vendem uma grande invenção”.
Você pode encontrar a entrevista completa no vídeo acima.



