A cantora fala sobre seu processo criativo, defende o sentido de seu trabalho e questiona o duplo padrão que as mulheres enfrentam na música urbana.
La JoquiUma das vozes mais influentes da música urbana argentina está mais uma vez no centro do debate público. desta vez, A artista chegou a responder às críticas que recebeu pelo conteúdo de suas músicas e foi contundente: “Eu não convido crianças para ficarem chapadas”.
Clique aqui para entrar no canal WhatsApp do Diario Panorama e manter-se informado
Com uma carreira a todo vapor e um presente marcado pelo sucesso, Joaquinha Lerena da Costa Ele decidiu focar em seu trabalho e explicar a mensagem por trás de suas letras, muitas vezes questionada do ponto de vista moral. Além disso, ele condenou mais uma vez a disparidade entre artistas masculinos e femininos na indústria musical.
“Há uma pressão constante por números”
Convidado para pedalar Pátria e famíliade TV Luju, La Joqui Ele reflete sobre as demandas que os artistas enfrentam hoje e o impacto que as métricas têm na criatividade.
“Estou começando a me sentir mal comigo mesmo porque há um problema numérico, uma estatística que te estressa, e você tem que voltar atrás em coisas que não está pronto para abandonar.“Ele explicou. E acrescentou:”Aquilo que você usa muita energia se torna renovável e isso é estranho.”.
Uma defesa de suas letras e da verdadeira mensagem de sua música
Durante a discussão, a cantora abordou cabalmente as críticas ao seu trabalho. “Eu sei que em algum momento a música que faço será fortemente questionada. É fácil dizer: ‘La Joqui quer que você use drogas’. Não, na verdade não“, afirmou.
Longe da imagem que alguns fazem, ele explica como compõe suas músicas: “Escrevo enquanto bebo chá de limão. Na verdade, este é um convite para romper com o que você considera controverso por um momento, e não para copiar um modo de vida.”.
Ela também abordou seu papel como mãe e o consumo de música de suas filhas. “Eles têm uma filha de infância. Se ouvirem minhas músicas, os adultos não entendem a mesma coisa”, esclareceu. E acrescentou humor: “Você não toca uma música óbvia. Não está no algoritmo de quem ouve La Granja de Zenon”.
“Mulheres julgam de maneira diferente”
Quando questionada se recebe olhares duros por ser mulher, La Jocqui não hesita: “óbvio“E ele compara sua situação com a de artistas homens como L-Gante.”Quando ele fala, eles dizem: ‘Como essa criança é inteligente. Entre os homens eles podem separar a sua música da sua pessoa. No que me diz respeito, não importa o quanto eu leio ou o quanto eu leio”.
Segundo a artista, esse duplo padrão ainda existe e há condições que definem o seu trabalho.
Sexo, desejo e liberdade feminina na música
Esta não é a primeira vez que La Joaqui defende seu direito de escrever sobre desejo e sexualidade. Em 2023, em entrevista ao Infobae, ela afirmou claramente: “Tenho o direito de desfrutar do sexo e escrever sobre o que nós, mulheres, gostamos.”.
Na época, ele também questionou como os homens se referem ao sexo em suas músicas: “Eles tiram isso da obscenidade e não é disso que gostamos. Eu queria escrever como realmente é”.
A cantora revelou que durante a adolescência tinha vergonha de expressar pessoalmente o que não gostava. “Comecei a escrever músicas sexuais para que as pessoas também soubessem o que uma mulher faria”, admite.
E encerra a discussão com uma comparação que reinicia: “Por que Anuel consegue cantar ‘La Bebe Leche’ e torná-la um sucesso mundial, mas eles ficam bravos quando eu escrevo ‘La Tanga Colorada’?”, começou ele.
Uma voz que não quer agradar a todos
Com declarações fortes e contundentes, La Jocqui deixa claro que sua música não busca agradar a todos, mas expressar uma experiência autêntica transcendida pelo desejo, pela liberdade e pela identidade feminina.
Enquanto trabalha em seus novos projetos, a artista continua defendendo o lugar que conquistou no cenário musical e reafirmando sua posição diante das críticas: com voz própria e sem pedir permissão.



