Ex-Ministro da Justiça, Mariano Cuneo Liberonarevisou seu tempo por Governo E ele detalha como decidiu ingressar na gestão Xavier MileyEm entrevista ao Belgrano AM 570. O ex-funcionário, que deixou o cargo em março, Juan Bautista Mahiques concentrou-se então em seu processo pessoal antes de aceitar o desafio.
Longe de uma carreira política anterior, Lauer reconhece que sua ligação com a área é distante. “Desconfio totalmente da política, não gosto, não confio em ninguém”Prosseguiu explicando o ponto de partida a partir do qual avaliou sua incorporação ao executivo.
Da descrença à decisão de adivinhar
Cúneo Libarona informou que rejeitou a oferta inicial em duas ocasiões. “Eles me ligaram na primeira vez e eu disse não, na segunda vez foi a mesma coisa, Miley continuou crescendo”, lembrou. Contudo, um encontro pessoal com o então Presidente eleito modificou a sua posição.
“Entrevistei Miley e ela me convenceu. Ele me deu regras claras: uma Justiça independente“Escolher os melhores juízes e fazer muitos sacrifícios”, explicou. A partir desse intercâmbio, passou a pensar em seguir carreira na gestão pública.
O ex-ministro explicou que também analisou o contexto político da época. “Entre o Kirchnerismo e o PRO, vi que era uma opção que poderia trazer uma mudança diferente para o país.”Ele mencionou ao explicar o cenário das eleições de 2023.
Um processo pessoal e uma decisão marcada pela emoção
Além da política, Cuneo Liberona enfatiza a reflexão íntima. “Não estou interessado em cargos, tive uma vida ótima. Pensei se poderia mudar alguma coisa, se tinha o equipamento e se estava pronto.”, admite que enfrentou dúvidas antes de tomar a decisão final.
Nesse sentido, ele descreve uma cena que termina de forma decisiva. “Uma noite fui ao cinema e estava assistindo um filme e pensei: ‘O que devo fazer, devo ir ou não?’. Aí perguntei ao meu pai o que ele gostava e sabia que ele gostaria que eu concordasse”, disse ele.
Por fim, destacou o papel do Presidente na sua determinação. “Mili é uma grande motivadora e sedutora. Lá fui persuadido e disse: ‘Vamos fazer esse sacrifício’.“, expressou. Sobre a passagem pelo governo, concluiu: “Aquele dezembro de 2023 foi uma façanha. Saí feliz, eles se sacrificaram muito mas foi um ano maravilhoso”.



