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“Cada aluno precisa de uma perspetiva diferente”: o desafio da educação inclusiva

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A Dra. Susana Muratore, chefe da SPEP, falou à Rádio Panorama sobre o papel das equipes interdisciplinares e a importância dos projetos de ensino individuais.

Santiago está no meio de um debate provocado por uma recente denúncia de discriminação numa escolao proprietário Serviço Provincial de Educação Privada (SPEP), Dra. Susana Muratore, Ele mencionou a complexa realidade da inclusão de alunos com deficiência no sistema educacional.

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Em comunicação telefónica com a Rádio Panorama, o responsável destacou o trabalho que está a ser feito na província e enfatizou o problema “Não é preto ou branco”, mas requer uma abordagem abrangente e comprometida por parte de toda a sociedade.

“A deficiência é uma questão que me atravessa e me emociona. Não se trata apenas do que acontece na escola, trata-se fundamentalmente de uma mudança de mentalidade social”, afirmou.

Muratore explicou que existem actualmente 130 instituições de ensino registadas no SPEP e todos os alunos com deficiência estão incluídos no sistema comum. Além de 11 escolas especiais. Nesse contexto, ele ressalta que cada caso requer um tratamento específico.

“A inclusão de crianças com síndrome de Down não é a mesma que a de crianças com autismo. Elas têm necessidades diferentes, formas diferentes de trabalhar. É uma questão complexa mesmo a nível global”, disse ele.

Sobre o trabalho institucional, explicou que a instituição conta com uma equipe interdisciplinar – formada por psicólogos e professores de educação especial.– Visita escolas, acompanha e avalia Projetos de Ensino Individualizados (PPI).

“O trabalho sério está feito. Os projetos são analisados ​​de acordo com a patologia de cada aluno e ou são aprovados ou, caso não sejam cabíveis, são solicitadas alterações”, destacou.

Da mesma forma, reconhece que nem todas as escolas privadas possuem gabinetes de psicopedagogia, embora destaque que a maioria tenta incluí-los. “Não se trata apenas de deficiência, mas também de outros problemas familiares ou psicológicos. Na ausência do Gabinete, nós do SPEP intervimos e prosseguimos“, afirmou.

Outro ponto importante que ele destacou foi sobre o papel das famílias no processo educacional. Nesse sentido, ele enfatiza a importância do apoio profissional e da conscientização sobre as decisões escolares.

“Às vezes os pais entendem que a escola está contra os filhos e não é assim. Muitas vezes não entendem que o que está sendo solicitado é necessário para o bem-estar do aluno”, explica.

Relativamente ao polémico direito de entrada em instituições privadas, Muratore reconheceu que houve respaldo jurídico após a decisão judicial, embora tenha esclarecido que a sua aplicação era inusitada.

“É muito questionável. As escolas só o utilizam em situações extremas ou controversas. Trabalharemos para garantir que isso não aconteça”, afirmou.

Por fim, enfatizou que, apesar das dificuldades, na maioria dos casos são alcançadas soluções favoráveis ​​para os estudantes.

“Em 99% das situações isso é resolvido no melhor interesse do aluno. Procuramos sempre o que é melhor para cada criança ou jovem”, concluiu.

O responsável destacou os progressos na inclusão nos últimos anos e valorizou o empenho do sector privado da província. “Hoje há muito mais abertura. Há 20 anos eram integradas muito poucas crianças; hoje estão em todas as salas de aula, o que é motivo de orgulho”, concluiu.

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