Enquanto fãs de basquete de todo o mundo assistem às finais da NBA, a liga tenta atraí-los para fora de suas casas e para dentro de suas próprias casas.
Fãs no Brasil, México, Canadá, Austrália, Japão e Índia puderam visitar várias “casas da NBA” para estimular mais do que apenas um interesse passageiro pelos jogos dos EUA por parte do público global. Dependendo da abrangência do site, quem o visita pode conhecer ex-jogadores, assistir a jogos e torneios e até mesmo assistir aos jogos da pós-temporada. A “Casa da NBA” do Japão, que ocupava mais de 11.000 pés quadrados e era patrocinada pela Amazon, Emirates, 2K, NTT Docomo e Bandai, marcou a primeira vez que a NBA construiu tal atração no país.
“Muitos de nossos fãs nunca conseguirão entrar em uma arena”, disse Kelly Flatow, vice-presidente executivo de eventos globais da NBA, em entrevista recente. “Uma das coisas que é realmente importante para nós é espalhar a autêntica experiência da NBA em todo o mundo. A NBA House é uma forma de conseguir isso.”
A liga vem estabelecendo sedes da NBA em todo o mundo há anos, mas nunca o alcance internacional foi tão importante para as ligas esportivas dos EUA. A NBA, NFL, NHL e MLB enviam algumas de suas equipes para jogar algumas partidas no exterior a cada temporada. No entanto, construir uma base de fãs verdadeiramente global exige um esforço significativamente maior.
Os eventos de fãs não são uma opção única para todos. No Brasil, a “casa” compreendia mais de 6 mil metros quadrados de espaço experiencial, incluindo meia quadra e festas de visualização de cada final. No México, um fan event aconteceu no Parque Aztlán de 3 a 8 de junho – bem próximo de um passeio de montanha-russa. Os patrocinadores incluíram AT&T, Mazda, Wendy’s e Prime Video. Omar Chaparro, Diana Bovio, Gaz Alazraki e Danilo Gallinari estiveram entre os presentes, junto com Boomer, mascote do Indiana Pacers. E em Montreal, foram planejadas festas para assistir aos jogos da segunda e terceira finais e os fãs puderam visitar um lounge especial dos Campeões da WNBA comemorando a expansão da liga no Canadá.
A localização das casas está parcialmente relacionada aos dados da NBA sobre o interesse dos telespectadores fora dos Estados Unidos. O Brasil, por exemplo, tornou-se um dos mercados mais importantes da NBA para o envolvimento dos torcedores e tem a maior presença no varejo da liga fora dos Estados Unidos e da China. Uma pesquisa da NBA mostra que a liga tem 13 milhões de fãs GenZ no México. A liga viu um aumento de 30% na base de fãs da NBA em Quebec desde 2023.
As métricas que a liga monitora incluem a resposta dos fãs e as vendas de mercadorias de parceiros de varejo, de acordo com Flatow.
A chave da estratégia não é oferecer aos fãs a mesma experiência em todo o mundo. “Cada mercado é diferente. Há uma cultura empresarial diferente, diferentes tipos de torcedores”, disse Raul Zarraga, vice-presidente sênior e chefe de operações da NBA América Latina e Canadá, durante entrevista em que esteve diante de uma das atrações do Parque Aztlán. “Existem diferentes mercados, diferentes tipos de conteúdos que querem ver, diferentes tipos de plataformas digitais”, acrescenta.
Como a NBA House tem como objetivo unir famílias com crianças, a liga tem a chance de transformar os mais jovens em torcedores, afirma o executivo.
Poderia uma casa da NBA estar chegando à sua parte do mundo? “Continuaremos buscando novos mercados e oportunidades internacionais”, afirma Flatow.