O Congo esperava disputar o amistoso para a Copa do Mundo contra o Chile, depois que o prefeito da cidade espanhola de La Linea de la Concepcion não permitiu a partida devido a problemas de saúde relacionados à crise do Ebola.
A federação de futebol do Congo disse que está em conversações com a federação espanhola de futebol e organizações internacionais relevantes para encontrar uma solução.
Funcionários do governo da cidade de La Linea de la Concepcion, no sul do país, anunciaram a sua decisão de não permitir a reunião amigável na próxima terça-feira, citando possíveis riscos para a saúde ligados à crise do Ébola.
O Congo estava jogando um amistoso contra a Dinamarca em Liège, na Bélgica, na quarta-feira.
Um surto de um tipo raro de vírus Ébola assolou o Congo e o Uganda. A Organização Mundial da Saúde declarou esta situação uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.
O Congo já havia cancelado o campo de treinamento de preparação para a Copa do Mundo de três dias e uma despedida planejada aos torcedores na capital Kinshasa devido ao surto no leste do país.
Todos os jogadores congoleses e o treinador francês da equipa, Sébastien Desabre, vivem fora do país centro-africano e a maioria joga em França.

A Fifa, entidade que tutela o futebol, já havia emitido um comunicado dizendo que estava ciente de um surto de Ebola e estava monitorando a situação, além de estar em estreita comunicação com as autoridades do futebol congolesas para garantir que o time estivesse ciente de todas as instruções médicas e de segurança.
O Congo competirá no Grupo K da Copa do Mundo. Eles enfrentarão Portugal na partida de estreia, em Houston, no dia 17 de junho.
Os Leopards enfrentarão a Colômbia em Guadalajara, no dia 23 de junho, e depois enfrentarão o Uzbequistão, em Atlanta, na última partida do grupo, no dia 27 de junho.
A primeira partida do Congo nas eliminatórias para a Copa do Mundo desde 1974, quando se chamava Zaire, gerou cenas de júbilo em um país assolado por décadas de conflito.