O furacão Melissa atingiu a Jamaica na terça-feira como uma tempestade monstruosa de categoria 5, com ventos sustentados de mais de 300 km/h.
Os olhos de Melissa estavam prestes a se estreitar por quase toda a ilha turística.
Espera-se que cerca de um metro de chuva caia sobre a Jamaica enquanto Melissa se enfurece e continua, como esperado, a devastar o resto do Caribe, com inundações e cortes de energia já aumentando na segunda-feira, antes mesmo de a tempestade atingir o continente.
Melissa tornou-se a tempestade mais poderosa a atingir a Jamaica desde que os primeiros registos foram mantidos em 1850, com o governo local a ordenar evacuações obrigatórias em muitas comunidades e a alertar para perigos catastróficos.
“Não há infraestrutura na região que possa suportar uma categoria 5”, disse o primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, antes da chegada ao continente.
A especialista em ciclones tropicais da Organização Meteorológica Mundial, Anne-Claire Fontan, disse de forma mais direta:
“Para a Jamaica, será a tempestade do século”, disse ela.
O pior furacão que atingiu a Jamaica antes de Melissa foi o furacão Gilbert em 1988, que era apenas de categoria 3, mas ainda destruiu pelo menos um quinto dos edifícios da ilha.
Espera-se que o Melissa passe pela Jamaica na quarta-feira, depois atinja o sul de Cuba, as Bahamas e as Ilhas Turks e Caicos, e também atinja a costa oeste do Haiti.
Espera-se que os Estados Unidos sejam poupados de um contacto directo, embora a Florida seja susceptível de sofrer efeitos indirectos, como mares tempestuosos e fortes correntes de retorno.



