Donald Trump chegou à China na quarta-feira numa posição fraca face ao presidente chinês, Xi Jinping, segundo muitos observadores e especialistas em política internacional.
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A situação em Taiwan, a guerra comercial e o conflito no Médio Oriente estão entre as muitas questões candentes que o presidente americano deve discutir com o seu homólogo chinês.
Excepcionalmente mesquinho com comentários para a mídia e sua rede social RealO presidente de Raoul-Dandurand, Guillaume Lavoie, argumenta que o inquilino da Casa Branca claramente não tem influência sobre o regime de Pequim.
Enfraquecido pela guerra com o Irã
A visita de Trump à China é a primeira de um presidente americano em nove anos. Foi o próprio Trump quem visitou o Reino Médio pela última vez em 2017.
“Donald Trump deve compreender que há 10 anos os EUA estavam numa posição melhor do que os EUA hoje, que a China está muito mais forte do que há 10 anos. E a tendência é que tenhamos uma potência em ascensão como a China e uma potência volátil como os EUA”, confirma Guillaume Lavoie.
“Há dois problemas (porque) talvez Trump esteja a perceber que, para usar a sua linguagem, não tem todas as cartas do jogo. Porque, a muito curto prazo, ele está preso numa guerra no Irão, onde a China provavelmente tem mais equilíbrio de poder do que deseja”, acrescenta.
Segundo Benoit Hardy-Chartrand, professor assistente e especialista em geopolítica asiática na Universidade Temple, no Japão, a posição fraca de Donald Trump decorre diretamente do conflito com o Irão.
“Quase todos os aliados da América se recusaram a ajudar os Estados Unidos. Agora a China pode desempenhar um papel. A China já desempenhou algum papel de mediação nas últimas semanas”, explica ele.
Os EUA precisam de chegar a um acordo com a China para ajudar a economia americana e obter apoio contra o Irão.
Guillaume Lavoie acredita que neste último ponto Pequim não se apressará em ajudar Washington.
“Porquê intervir quando o seu rival está chateado? E algures ao longo do caminho, a China quer que o estreito seja reaberto. Poderia ajudar tanto a China como a economia mundial, mas não há urgência para a China salvar os EUA do seu próprio colapso, digamos, quando vê que o seu rival estratégico está ainda um pouco mais atolado ou atolado”, sublinha o especialista em política internacional.
Assista ao vídeo acima para ver a entrevista completa.




