O conflito no Médio Oriente está a enfraquecer o Japão e a Coreia do Sul, tornando-os cada vez mais vulneráveis à China, afirma um antigo soldado.
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Vários ataques desde o final de Fevereiro esgotaram as reservas americanas que poderiam servir as ambições da China.
“Desde o início houve muitos ataques dos americanos. O Irã atingiu os países do Golfo e muitos interceptadores foram usados”, disse o ex-oficial das Forças Armadas canadenses, Éric Sauvé, em entrevista à LCN.
Estes interceptadores são vitais para alguns aliados dos EUA.
“No que diz respeito aos americanos, eles retiraram-se do Indo-Pacífico. Isto elimina a dissuasão contra a China. Isto remove a confiança dos aliados americanos como o Japão e a Coreia do Sul, que temem que estas reservas sejam utilizadas (não renovadas) noutros locais”, diz Sauvé.
“Alguns interceptadores e mísseis muito avançados tecnologicamente podem levar de 12 a 18 meses para carregar”, acrescenta.
Além disso, o encerramento do Estreito de Ormuz prejudica gravemente as economias de muitos aliados dos EUA que dependem fortemente do petróleo iraniano.
“Toda a Europa, o Japão, a Coreia do Sul, todos os aliados querem ver o problema resolvido porque os seus efeitos serão sentidos a muito longo prazo. A guerra durou 60 dias, não podemos ver o fim. Queremos muito que isto seja resolvido para que a economia possa continuar normalmente”, afirma Éric Sauvé.
Assista ao vídeo acima para ver a entrevista completa.



