Os Estados Unidos alertaram na terça-feira que iriam impor uma “raiva económica” total ao Irão, pondo fim a uma moratória sobre sanções offshore ao petróleo de Teerão e ameaçando tomar medidas contra bancos estrangeiros que apoiam as actividades terroristas do Irão.
Após o primeiro dia do embargo dos EUA ao Estreito de Ormuz, o Departamento do Tesouro dos EUA sinalizou que não renovaria a isenção de sanções de 30 dias para o petróleo iraniano, que expirará esta semana.
“O Tesouro está a agir agressivamente em Fúria Económica, mantendo pressão máxima sobre o Irão”, afirmou a agência num comunicado, referindo-se à Operação Fúria Épica, a atual campanha militar dos EUA no Médio Oriente.
“A licença de curto prazo que permite a venda de petróleo iraniano atualmente encalhado no mar irá expirar dentro de alguns dias e não será renovada”, disse o ministério.
O Tesouro permitiu a continuação dos embarques marítimos de aproximadamente 140 milhões de barris de petróleo iraniano em 20 de março para aliviar o aumento dos preços dos combustíveis causado pela guerra.
A isenção expirará em 19 de abril. Os Estados Unidos também disseram que não renovariam a isenção para o petróleo offshore russo, que expirou no sábado, disseram fontes do governo Trump à Reuters.
Ambas as isenções suscitaram críticas dos legisladores dos EUA, que argumentaram em ambos os países que proporcionavam uma tábua de salvação económica às pessoas no Irão e na Rússia durante a guerra.
Além de acabar com as isenções, o Departamento do Tesouro também aumentou a pressão sobre os países e municípios que acolhem bancos que alegadamente forneceram fundos ao Irão.
“As instituições financeiras devem estar conscientes de que o ministério utiliza todas as ferramentas e autoridades disponíveis e está preparado para impor sanções secundárias contra instituições financeiras estrangeiras que continuam a apoiar as atividades do Irão”, afirma o relatório.
Depois de identificar bancos em países ligados ao Irão, o Tesouro enviou cartas contendo os detalhes do alerta, especialmente à China, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Omã.
“Minha esperança é que você tome medidas rápidas para detectar e impedir qualquer atividade ilícita associada ao Irã para evitar novas ações do Tesouro”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, na carta.
O ministério já havia notificado os bancos no ano passado que o Irão tinha feito pelo menos 9 mil milhões de dólares em transações através de contas de correspondentes dos EUA com empresas de fachada em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e outros países em 2024.
Com fios de imprensa



