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Grupos de direitos humanos dizem que as autoridades iranianas têm como alvo os usuários do Starlink para evitar que imagens dos protestos vazem em meio ao bloqueio contínuo do regime ao acesso à Internet.
O Irã cortou o acesso público à Internet na semana passada, à medida que os protestos anti-regime aumentavam, tornando o Starlink uma das poucas maneiras pelas quais os iranianos podem compartilhar imagens da repressão mortal do regime.
O Starlink continua ilegal no Irã, mas grupos de direitos humanos dizem ter contrabandeado milhares de terminais Starlink para o país. Os esforços do governo para encerrar o acesso à Internet atrasaram a ligação do serviço, mas os utilizadores ainda podem enviar imagens a terceiros de confiança, que podem partilhá-las nas redes sociais, informou o Wall Street Journal na segunda-feira.
A SpaceX, empresa por trás do Starlink, não respondeu imediatamente ao pedido de comentários da Fox News Digital.
AMEAÇA DE ATAQUE PREVENTIVO APÓS COMENTÁRIOS DO LÍDER MILITAR IRANIANO TRUMP
Em 8 de janeiro de 2026, fogueiras foram acesas enquanto manifestantes se reuniam em Teerã, no Irã. (Imagens Getty)
O presidente Donald Trump confirmou no domingo que planeja se reunir com o fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, sobre como aumentar a conectividade do Starlink no Irã.
“Ele é muito bom nesse tipo de coisa, tem uma companhia muito boa”, disse Trump aos repórteres.
A SpaceX trabalhou anteriormente com a administração do ex-presidente Joe Biden para apoiar o acesso Starlink no Irã em 2022, em meio a protestos contra a morte de Mahsa Amini. Amini, uma mulher de 22 anos, foi levada ao hospital e morreu mais tarde após ser detida pela polícia moral do Irão por violar o código de vestimenta.
TRUMP DIZ QUE O IRÃ COMEÇOU A CRUZAR AS LINHAS VERMELHAS DOS EUA QUANDO MANIFESTANTES MORRERAM NA CPRESS DO GOVERNO

Elon Musk já trabalhou anteriormente para expandir o acesso Starlink no Irã. (Imagens Chesnot/Getty)
Os actuais protestos do Irão surgiram por razões económicas; Os iranianos ficaram indignados com os preços elevados e exigiram o fim do regime do aiatolá Ali Khamenei.
Desde o início dos distúrbios, as autoridades iranianas mataram pelo menos 646 manifestantes, esperando-se que mais milhares de mortes sejam confirmadas. A Reuters, citando uma autoridade iraniana não identificada, relatou o número de mortos em 2.000.
A Casa Branca confirmou na segunda-feira que Trump está a ponderar se deve bombardear o Irão em resposta à pressão.

O presidente Donald Trump ameaçou com uma acção militar contra o Irão se este continuar a usar força letal contra os manifestantes. (REUTERS/Nathan Howard)
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse aos jornalistas que a diplomacia continua a ser a primeira opção de Trump, mas que o presidente “demonstrou que não tem medo de usar opções militares se considerar necessário”.
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“Ele definitivamente não quer ver pessoas sendo mortas nas ruas de Teerã. E infelizmente é isso que estamos vendo agora”, acrescentou.
Landon Mion, da Fox News, contribuiu para este relatório.



