Presidente de UCR La Plata, Pablo Nicoletti, recusou a nomeação Carlos Prestí Como ministro proteção. Afirmou que a decisão viola o princípio básico da democracia ao colocar as forças armadas sob liderança militar. Nicoletti alertou que a medida criaria uma reação institucional e abriria um debate sobre memória e direitos humanos na cidade.
Avaliações de UCR La Plata
Pablo Nicoletti expressou sua “absoluta rejeição” à tomada militar do Ministério da Defesa. Conforme explicou, a liderança política da defesa, da segurança interna e da aviação civil deveria estar sob controlo civil para evitar o corporativismo e garantir controlos eficazes.
Nicoletti relembra as últimas vezes em que uma figura militar assumiu o controle da região durante as ditaduras de Videla e Viola, com violações massivas dos direitos humanos e decisões que quase levaram a um conflito com o Chile. “Desde 1983, nenhum governo democrático ultrapassou esse limiar. Até hoje”, observou.
O líder considerou que a nomeação de Carlos Presti criaria um grande fracasso institucional, particularmente doloroso para La Plata. A cidade foi centro de repressão durante a ditadura anterior, com locais como Área 113, La Cacha e Arana, e operações onde vítimas como Clara Anahi Mariani foram sequestradas.
Laços familiares e memória histórica
Nicoletti destacou a carreira do pai de Presti, o coronel Carlos Roque, que comandou o 7º Regimento durante a ditadura. Várias organizações locais de direitos humanos acusaram-no de ser responsável pela repressão, embora tenha morrido sem indiciamento. Para o presidente da UCR La Plata, este precedente tornou a nomeação de Son “mais dolorosa”.
O dirigente questionou ainda a omissão de Carlos Alberto Presti em expressar uma posição clara sobre os crimes da ditadura ou as denúncias contra seu pai após assumir o comando do Exército. “Este silêncio é institucionalmente sério”, disse Nicoletti.
O princípio da democracia em jogo
Pablo Nicoletti “Nada justifica a quebra do consenso democrático que existe desde 1983”, afirmou. Para ele, a liderança política da defesa deve ser civil “sem exceção”. Ele acha que a decisão do presidente Javier Mili não representa uma mudança, mas um retrocesso que viola um princípio central da democracia argentina.
Esta designação gerou intenso debate entre partidos e especialistas em defesa. Para Nicoletti, esta medida mostra que os limites institucionais podem ser violados mesmo sob governos democráticos, e coloca sobre a mesa como garantir a memória histórica e o respeito pelos direitos humanos nas decisões estatais.
A rejeição da UCR La Plata junta-se a outras vozes que alertaram para os riscos de permitir que um soldado dirija a pasta da defesa, situação sem precedentes desde 1983.



