O mercado argentino fechou a semana com movimentos mistos, considerando a lógica de realização de lucros após o forte crescimento que se seguiu aos resultados eleitorais. Apesar de alguns bons ajustamentos de posições, o tom geral do mercado manteve-se positivo, com expectativa de continuidade das políticas económicas e de um contexto cambial mais estável.
Por Peter Chávez Atia
para Diário Panorama
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Links principais: a importância contínua e a compressão do risco país
O elevado nível de endividamento do dólar prolonga a recuperação iniciada após as eleições, confirmando o fortalecimento da trincheira que já dura há várias semanas. Globalmente, subiram entre 0,1% e 0,3%, com GD35 e GD46 entre os mais procurados. No balanço semanal, o preço médio ponderado em circulação avançou 1,3%, para US$ 73,7, um maior apetite dos investidores e percepção de que o risco argentino no processo de regulação continua.
O movimento também se replicou no mercado contra o teatro, onde os títulos apresentaram crescimento médio de 0,4%. Enquanto isso, a dívida em pesos manteve um retorno atraente: os instrumentos de renda fixa subiram entre 0,1% e 1%, enquanto os títulos compostos de RCEs avançaram entre 0,1% e 1,6%. Esta actividade simultânea em ambos os segmentos sugere que os investidores locais mantêm a confiança na estabilidade financeira de curto prazo.
O risco do país continuou a diminuir para a zona dos 600 pontos, marcando uma compressão substancial face aos 1.100 pontos registados antes das eleições. A melhoria das expectativas fiscais e a gestão económica moderada apoiam a perspectiva de que, se o indicador ultrapassar o limiar de 500 pontos, poderá abrir a porta ao regresso da Argentina ao mercado de crédito voluntário. Tal cenário envolveria o influxo de divisas, o fortalecimento do peso e um círculo virtuoso para os activos económicos locais.
Vários retornos: Merval acomoda o histórico outubro
No mercado de ações de prata, o mercado sofreu uma quebra técnica após um super mês. O índice Merval, medido em dólares, caiu 2,1% na sexta-feira e acumulou queda de 3,0% na semana, a US$ 1.943. Na situação local, perdeu 3,66%, depois de subir 69,3% em outubro e atingir gravidade histórica no início do mês.
A correção significou que o lucro era esperado após a recuperação das últimas semanas. A queda dos principais índices internacionais (com quedas entre 0,2% e 1,6% em Wall Street) também afetou os sentimentos locais. Contudo, o contexto geral continua favorável: o volume negociado continua elevado, a procura institucional permanece firme e os preços continuam em níveis que refletem a confiança no novo cenário político.
A magnitude do movimento anterior foi notável, mas a sua constância. Ao contrário de outras manifestações dominadas por alguns jornais, o sucesso desta vez foi mais amplo e abrangeu uma variedade de sectores, incluindo a banca, a energia, os materiais e o consumo. Esta diversidade apoia a ideia de que o fluxo de compra tem fundamentos mais sólidos e de lucro que o atual sistema de conversão é mais responsivo do que a fome.
Taxa de câmbio: estabilidade após definições governamentais
O dólar fechou a semana com tom mais suave, impulsionado pelas palavras do presidente Javier Milei ao Financial Times, onde confirmou que os títulos da bolsa serão mantidos até as eleições presidenciais de 2027. O anúncio discutiu os rumores de possíveis modificações e confirmou a ideia de continuidade do atual esquema de flutuação.
A taxa de câmbio à vista caiu 2,5% e terminou em US$ 1.415, abaixo do teto da faixa de 5,6% (US$ 1.499,5). Semanalmente, foi reduzido em 2,1%. No mercado Lupo, o peso foi avaliado em 2,18%, a US$ 1.421 por dólar, em um dia que marcou o retorno à normalidade após o feriado bancário.
O Banco Central não interveio significativamente, o que estabilizou o equilíbrio do mercado. A moeda opera dentro dos limites da banda flutuante em vigor desde abril, que atualmente está entre US$ 933 e US$ 1.499,5. O cenário cambial apresenta, assim, um comportamento ordenado, sem tensões ou picos voláteis, e com intervalo estável em relação aos dólares monetários.
Política monetária: a nova redução das taxas e a troca dos mercados monetários
O BCRA ordenou um novo corte de trezentos pontos na taxa de juros referencial, passando-a de 25% para 22%, de acordo com o seu objetivo de normalizar a liquidez e reduzir os custos financeiros. A medida faz parte de um processo gradual de descompressão fiscal que foi implementado meses antes das eleições.
O impacto foi imediato na bolsa, onde as taxas caíram para 18% num curto espaço de tempo, face aos níveis de 100% observados há uma semana. Esta mudança resulta num sistema financeiro mais relaxado, em processo de regulação, com menor aversão ao risco e expectativas de estabilidade nos retornos.
A convergência entre taxas mais baixas, comércio estável e a ascensão do mercado de dívida gerou uma melhoria geral nas condições económicas, o que contribui para sustentar o otimismo sobre o início do grande ciclo previsto do ciclo argentino de bens.
Comentários: consolidação para novas bases
A semana deixou uma mensagem clara: o mercado argentino passa por um ajuste após o novo rali, mas o touro continua inédito. As receitas de lucros têm sido moderadas e a tendência geral não está a mudar. A dívida permanece estável, o risco-país continua a diminuir e o dólar mantém um movimento um tanto moderado.
Os investidores parecem ter formado um plano mais racional, baseado em fundamentos e não na euforia. A política económica procura consolidar a estabilidade alcançada, enquanto se espera que o diálogo político e a disciplina fiscal reforcem a confiança.
Neste contexto, haverá um desafio ao equilíbrio alcançado, evitando desvios fiscais e reformas mais profundas que permitam manter a forma de organização. Se o governo conseguir manter este rumo, o final do ano poderá estabelecer uma transição histórica para um mercado mais estável, líquido e previsível.
por Pedro Chavez Atia 2057 – Comissão Nacional de Valores Mobiliários (CNV) – República da Argentina. Declaração: O objetivo deste documento é fornecer informações gerais ao seu destinatário e não constitui de forma alguma uma oferta, convite ou recomendação de compra ou venda de valores mobiliários negociáveis e/ou instrumentos financeiros nele referidos.
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