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Maternidade e perda de identidade: um desafio silencioso e crescente

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Especialistas alertam para o impacto da maternidade intensa na consciência pessoal e no bem-estar emocional.

Todas as manhãs, antes do amanhecer, começa o trabalho invisível, e enquanto o resto da família dorme, a mãe Geralmente, já acordado, mentalmente ativo, planejando o dia, sem leite no café da manhã, o que preparar para o almoço, se a roupa está pronta para lavar, se tem filhos, que horas é a consulta com o pediatra… Sem finais de semana, sem feriados e sem férias para o ciclo.

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Para milhares de mães é uma realidade constante, mas o que mais preocupa não é apenas a quantidade de trabalho, mas o que acontece no processo: a mulher que está à frente. maternidade Ele desaparece e seus sonhos, seus interesses e suas necessidades pessoais são relegados a segundo plano como luxos que você não pode pagar.

“Não sou apenas uma mãe. Não sou apenas uma mulher independente. Sou um amálgama de todas elas”, diz Victoria Pardo, psicóloga e cofundadora da Mommy Tasking, uma comunidade do Instagram que torna visível o lado B da maternidade. Essa frase resume o que a maioria das mães pensa: necessário Seja reconhecido Como seres inteiros e multidimensionais, podem ser mães sem apagar todo o resto.

As estatísticas internacionais revelam a magnitude do problema e um estudo de 2024 publicado no Journal of Marriage & Family descobriu que as mães assumem 71% das tarefas domésticas. Esforço mental Em casa, 60% mais que os seus parceiros masculinos. Esta disparidade tem consequências diretas: as mães que trabalham têm duas vezes mais probabilidades do que os pais de reduzir o seu horário de trabalho ou de abandonar o emprego. Em Espanha, o panorama é igualmente preocupante: 78% das mães sentem-se sobrecarregadas emocionalmente, um valor dez pontos superior à média europeia.

A Argentina não é exceção e, de acordo com um inquérito recente, uma em cada três mulheres considera que ter filhos afetaria negativamente as suas oportunidades. encontro46% das mulheres argentinas afirmam que o preconceito de género é evidente nos processos de seleção, em comparação com apenas 20% dos homens.

A evidência é ainda mais alarmante: há mulheres que foram consultadas sobre o seu fim Período menstrualSe planejam ter mais filhos e precisam de exames de sangue para confirmar que não estão grávidas antes de alugar.

O impacto na saúde mental pode ser grave. No Chile, entre 41,3% e 44,3% das mulheres apresentaram sintomas de ansiedade durante o terceiro trimestre. gravidez e seis meses pós-parto. Na Argentina, quase metade dos jovens adultos (18-34 anos) têm problemas de saúde mental, com 49% a reportarem stress e ansiedade frequentes.

culpar Este é provavelmente o sentimento mais destrutivo do processo. As mães se sentem culpadas por quererem um tempo para si, culpadas por não aproveitarem cada momento com os filhos, culpadas por terem ambições profissionais, culpadas por estarem cansadas.

“A sociedade construiu um padrão de maternidade que é impossível de cumprir: ser Uma mãe perfeitaUma esposa carinhosa, uma profissional de sucesso, uma amiga leal, sem reclamar, sem se cansar, sem pedir ajuda”, reflete Johanna Gambardella, cofundadora e diretora criativa da Mamitasking: “Quando uma mulher não consegue isso, ela se sente um fracasso. Mas a realidade é que ninguém consegue isso. É um padrão concebido para falhar e, nesse processo, as mulheres desaparecem.

Na Argentina, a situação piorou Realidade econômica. Mais de 85% dos agregados familiares monoparentais são chefiados por mulheres e apenas 36% recebem qualquer contribuição do progenitor que não coabita, enquanto 36,8% não recebem qualquer taxa parental direta ou transferência estatal específica.

O que a maioria das mães deseja não é ser celebrada como mártir da maternidade, mas sim ser reconhecida como mulher empoderada. própria vida E a sociedade precisa compreender que o tempo dedicado a si mesmo não é egoísmo, mas sim um ato de sobrevivência emocional.

Além disso, os seus parceiros precisam de assumir responsabilidades iguais no cuidado e na gestão do lar, para que possam reclamar mais espaço do que apenas as mães, que se sentem culpadas por quererem tempo para si. Ambições profissionaisNão estar disponível para os filhos 24 horas por dia, 7 dias por semana, deve ser reconhecido como uma culpa imposta.

“Uma mulher pode ser uma mãe maravilhosa e ao mesmo tempo ter uma carreira, ter amigos, ter passatemposSonhe. Estas coisas não são mutuamente exclusivas, embora a sociedade insista que o são”, acrescentaram de Mami Tasking.

Uma pergunta que muitas mães fazem é por que devo optar por ficar? boa mãe Ou ser uma boa pessoa? Por que não posso ser os dois? É hora de mudar a narrativa, é hora de entender que uma mulher que se cuida é uma mulher em boas condições para cuidar dos outros, é importante deixar de ser a única história contada sobre a maternidade e fazer parte de suas vidas, sim, mas não do todo, as mães devem ser mulheres sem culpa dos seus parceiros e da sociedade em geral. Seu conjunto.

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