Entre os libertados estavam líderes da oposição próximos a Maria Corina Machado, como Juan Pablo Guanipa e Perkins Rocha. O comando com a Venezuela comemorou as liberações, mas disse que “ainda há muito a ser liberado!”
Diretor do Foro Penal da Venezuela, Alfredo RomeroONG relatada como registrada 35 lançamentos na época Neste domingo e outros possíveis casos estão sendo confirmados.
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“Continuaremos recebendo relatórios e analisando informações sobre novos lançamentos“, anunciou Romero, acrescentando que cada liberação confirmada será comunicada aos familiares e equipes jurídicas das pessoas afetadas.
Entre os libertados estavam vários líderes da oposição próximos de Maria Corina Machado Juan Pablo Guanipa. O advogado do Líder da Oposição também foi libertado. Perkins RochaTambém Jesus Armas e Luis Tarbay.
Além disso, foi confirmada a libertação de partidos políticos, familiares e outros ativistas Aldo Rosso, Naomi Arnadez, Albany Colmenares e Nicole ArtigaMembros de grupos de oposição como Voluntad Popular e Vente Venezuela.
A longa lista dos libertados também inclui Maria Oropeza, Dignora Hernandez, Henry Alviarez, Emil Brandt e Leocenis Garcia.
O comando comemorou as libertações com a Venezuela, mas o regime chavista exigiu mais uma vez a libertação de todos os presos políticos: “Muitos foram libertados! Até que todos sejam libertados! Liberdade para todos os presos políticos!”
As libertações ocorrem um mês depois de o chefe do parlamento, Jorge Rodríguez, ter anunciado o início do processo de libertação dos presos políticos.A captura do traficante Nicolás Maduro Na ação militar dos Estados Unidos em Caracas, em 3 de janeiro.
Desde então, o Fórum Penal tem reportado libertações contínuas com pelo menos um recorde Desde 8 de janeiro, 391 pessoas foram libertadas da prisão687 pessoas ainda estão privadas de liberdade por motivos políticos no país.
Entretanto, o presidente eleito da Venezuela, Edmundo González Urrutia, comemorou as recentes libertações e apelou à liberdade total para os detidos.
“A libertação de muitos presos políticos hoje não exige legislação. Estou feliz que eles saíram daquela masmorra.“, ele expressou.
González Urrutia alertou que estas medidas não equivalem à liberdade total, já que a maioria dos libertados enfrenta restrições legais e processos abertos.
“Continuamos a exigir liberdade total e imediata para todas as pessoas presas por motivos políticos e o fim definitivo dos processos arbitrários.“, afirmou.
O processo de libertação também criou expectativas e exigências de transparência. Como ONG Espaço público Alertaram que o regime de Delcy Rodríguez não publicou listas oficiais dos libertados, aumentando a incerteza e o sofrimento dos familiares.
“O governo tem-se recusado sistematicamente a publicar listas oficiais dos libertados, o que aumenta a ambiguidade e causa grandes danos às famílias dos detidos.”, disse a empresa.
O Espacio Público criticou a natureza fragmentada das libertações e apelou à facilitação da verificação independente por parte do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
“O método ou padrão utilizado é que eles os libertam aos poucos, daí a agonia e a frustração entre os familiares que se instalaram em campos de prisioneiros.“, sugeriu a ONG.
Paralelamente, o Parlamento Chavista debate uma Lei de Anistia Proposto por Delsey Rodríguez.
Jorge Rodríguez prometeu a libertação de todos os presos políticos enquanto se aguarda a aprovação da lei e espera que a medida seja concluída entre esta terça e sexta-feira.
Contudo, as organizações de direitos humanos insistem que a liberdade das pessoas detidas por razões políticas deve ser imediata, incondicional e sem restrições legais.
O evento deste domingo confirma que o processo de libertação está ativo, embora continuem as demandas por mais transparência, o encerramento definitivo dos processos judiciais e garantias de plena liberdade para todos os afetados. O panorama na Venezuela é marcado pela exigência de justiça e pelo monitoramento constante da situação dos detidos por motivos políticos.



