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Caputo admitiu não concordar em alterar o índice de inflação e especulou sobre o que aconteceria com os dados de janeiro

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O Ministro das Finanças voltou a mencionar a polémica em torno da mudança na metodologia do IPC. Ele garantiu que os padrões de consumo mudaram com a pandemia e que precisam ser “redimensionados”.

Depois Marco Lavagna renuncia à direção do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) e suspensão da aplicação do novo índice de inflação, Ministro das Finanças, Luís CaputoRejeitou as reformas que alegavam manipulação do índice e garantiu que ele e o presidente Xavier Millay não concordaram em prosseguir com a mudança metodológica no contexto atual.

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Lavagna partiu em termos totalmente amigáveis ​​comigo e com o Presidente“, disse o ministro em conversa com o LN+, referindo-se à saída do agora ex-chefe do órgão de estatística. E acrescentou: “Muita mentira está a ser contada. Não há nada a esconder. “

Caputo explicou que o debate gira em torno do índice de Preços ao Consumidor (IPC) Focado em timings para sua implementação. “Marco queria mudar o índice. Não houve pressão do FMI para mudar o índice”, disse ele, em resposta às reformas divulgadas após a saída de Lavagna da agência estatística.

O ministro disse que a posição do governo foi clara desde o início. “A linha de Miley sempre foi que a mudança será feita após a conclusão do processo de inflação“, comentou. Nesse sentido, explicou que havia uma divergência de opinião quanto ao momento adequado para avançar com a alteração: “O Marco achou que isso já poderia acontecer até janeiro”.

ambos, Chefe do Palácio do Tesouro Ele relacionou a disputa ao impacto do ambiente político e económico nos últimos meses do ano passado: “Houve um ataque político que levou à dolarização de 50% do M2, que afectou o nível de crescimento, prejudicou gravemente o risco do país e criou uma nova fase nos níveis de inflação”. Nesse contexto, indicou que os acontecimentos se aceleraram no final do ano: “Tudo aconteceu em novembro, mas o Marco já estava comprometido com a data”.

Questionado sobre a mudança na liderança do Indec, o ministro destacou o perfil técnico de Pedro Lines, em substituição a Lavagna. “A substituição do Marco é impecável. Ele é um técnico da Index altamente respeitado”, observou. E acrescentou detalhes sobre o processo interno: “Na verdade, quando lhe ofereci o cargo, ele buscou a aprovação de todos os diretores do Índice”.

Em outra parte da entrevista, Caputo tentou dissipar as dúvidas sobre a confiabilidade das estatísticas oficiais e do comportamento do mercado diante da polêmica. “Existem títulos que se ajustam à inflação. Então, se houver alguma dúvida sobre a manipulação futura do índice, esses títulos são definitivamente os primeiros a cair de preço”, explicou.

Neste sentido, referiu-se à reacção dos activos financeiros nos dias seguintes ao conflito. “Estas últimas 48 horas foram muito difíceis. O mercado de ações argentino caiu, mas apenas os títulos ajustados pela inflação não”, observou ele, acrescentando que “o preço dos títulos ajustados pelo CER aumentou”.

Para o ministro, esse comportamento é um sinal de confiança no índice atual. “O que mais queremos é transparência”, destacou.

Luis Caputo voltou então ao foco do debate metodológico e explicou porque é que o governo decidiu suspender a aplicação do novo índice. “Com Miley não concordamos em mudar o indicador”, reiterou. E ele argumentou: “Você tem que comparar peras com peras ou maçãs com maçãs”.

Conforme explicado, o IPC atual baseia-se no Inquérito Permanente aos Agregados Familiares (EPH) de 2018, mas o contexto subsequente alterou significativamente os hábitos de consumo. “O EPH em que se baseia o índice é de 2018 e temos uma pandemia no meio”, observou. “Talvez os padrões de consumo sejam muito diferentes de 2018 do que eram antes”, disse ele.

Da perspectiva deles, a sequência de etapas é crítica. “O lógico é acabar com o processo inflacionário e realizar outra Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) que reflita as mudanças”, afirmou. Deste levantamento, explicou, emerge uma base mais representativa para a atualização da metodologia do índice.

Por fim, o ministro referiu-se à recente dinâmica dos preços e previu a continuação da tendência de curto prazo. “A inflação em janeiro será semelhante à de dezembro”, disse ele, sem dar mais detalhes.

Desta forma, Caputo tentou encerrar a polémica em torno do índice e do IPC, destacando que a decisão de adiar o novo índice respondeu a critérios técnicos e de oportunidade e que não houve pressões internas ou externas para avançar com a mudança no contexto atual.

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