A Apple superou as estimativas de Wall Street para receita trimestral na quinta-feira, a forte demanda por seus iPhones e uma forte recuperação na China, com o CEO Tim Cook dizendo à Reuters que a demanda pelos smartphones mais recentes era “vacilante”.
A linha do iPhone 17 da Apple ajudou a aumentar as vendas nos principais mercados, garantindo aos investidores que as vendas de hardware estão estáveis. Os dispositivos foram bem recebidos devido aos recursos de câmera atualizados e ao aumento de desempenho, enquanto a Apple também está se segurando na onda de atualizações de usuários com modelos maiores.
As ações da Apple subiram 2,8% nas negociações estendidas após a divulgação dos resultados.
A receita do iPhone subiu para US$ 85,27 bilhões no primeiro trimestre fiscal de dezembro e terminou bem acima dos US$ 78,65 bilhões esperados pelos analistas. A Apple disse que as vendas do iPhone bateram recordes em todos os segmentos geográficos, destacando a demanda ampla, apesar da incerteza macroeconômica.
“A demanda pelo iPhone é simplesmente impressionante, com a receita crescendo 23% ano após ano para atingir o nível mais alto da história”, disse Cook à Reuters em entrevista.
A fabricante do iPhone registrou receita trimestral de US$ 143,8 bilhões, um aumento de 16% em relação ao ano anterior, em comparação com a estimativa média dos analistas de eletrônicos de US$ 138,48 bilhões, segundo a LSEG. Cook disse que a empresa agora possui uma base instalada de 2,5 bilhões de dispositivos.
O lucro por ação foi de US$ 2,84, confortavelmente acima do consenso de US$ 2,67.
A Apple reportou margem bruta fiscal de 48,2% no primeiro trimestre, acima das expectativas do governo e dos analistas de 47,45%, de acordo com dados do LSEG. Os resultados sugerem que o custo dos chips de memória DRAM e o aumento dos custos do ouro ainda não foram mostrados nos resultados da Apple.
Na teleconferência, Cook não quis comentar sobre preços recordes, dizendo que o tema seria abordado durante a quarta teleconferência da empresa com analistas.
No início deste mês, a Apple anunciou sua parceria com o Google, da Alphabet, que integra modelos Gemini de inteligência artificial ao ecossistema da Apple como parte de um esforço mais amplo para fortalecer os recursos de IA.
As vendas na Grande China aumentaram 38% ano após ano, para US$ 25,53 bilhões, superando em muito a estimativa da Alpha Visible de US$ 21,32 bilhões. A Apple tem enfrentado pressão de rivais locais e escrutínio regulatório na China, mas Cook disse que as vendas do iPhone atingiram um recorde e o iPhone 17 teve um crescimento de dois dígitos no número de usuários que trocaram de dispositivos Android.
A Apple não divulga números de vendas na Índia, seu principal mercado em crescimento, mas Cook disse à Reuters que a empresa registrou um crescimento de vendas de “dois dígitos”, com recordes para iPhones, Macs e outros produtos de receita. A Apple também planeja abrir uma loja em Mumbai.
A principal coisa a perder é que quando as expectativas de Wall Street chegaram ao segmento de wearables, casa e acessórios da Apple, onde as vendas foram de US$ 11,49 bilhões, as expectativas ficaram abaixo de US$ 12,04 bilhões. A Apple lançou no ano passado um produto chamado AirPods Pro 3 que pode traduzir entre idiomas, e Cook disse que a demanda pelo novo produto pegou a Apple desprevenida.
“As unidades AirPods Pro 3 foram limitadas no trimestre e achamos que teríamos crescido no ano se não estivéssemos limitados”, disse Cook.
A receita do Mac foi de US$ 8,39 bilhões, um pouco abaixo das expectativas dos analistas de US$ 8,95 bilhões.
As vendas do iPad aumentaram para US$ 8,6 bilhões, superando as estimativas de US$ 8,13 bilhões, ajudadas pela demanda constante por educação e pela tração contínua dos modelos iPad Pro.
A receita do segmento de serviços, que inclui Apple Music, iCloud e outros softwares, subiu para um recorde de 30,01 bilhões de dólares, em grande parte em linha com as expectativas dos analistas de 30,07 bilhões de dólares.


