A Bolsa de Valores de Nova Iorque fechou esta sexta-feira em novos máximos, impulsionada pelo vento de otimismo após o anúncio do banco central dos EUA (Fed) de uma inflação inferior ao esperado em setembro, confirmando as expectativas de redução das taxas de juro.
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O índice de três estrelas de Wall Street atingiu novos recordes: o Dow Jones subiu 1,01% para 47.207,12 pontos, o Nasdaq subiu 1,15% para 23.204,87 pontos e o índice S&P 500 subiu 0,79% para 6.791,69 pontos.
Angelo Kourkafas, da Edward Jones, disse à AFP que os números da inflação publicados antes da abertura “abriram o caminho para o Fed cortar as taxas de juros em outubro, e novos cortes deveriam ocorrer”.
O avanço do índice IPC na maior economia do mundo continuou a acelerar em setembro, subindo para 3% num ano, face aos 2,9% do mês anterior, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho na sexta-feira, nove dias depois do inicialmente previsto.
Os analistas esperavam um aumento ligeiramente mais forte de 3,1%.
“Embora os efeitos das tarifas sobre os preços continuem significativos, estes efeitos são mais suaves do que se temia anteriormente”, afirma Bernd Weidensteiner do Commerzbank.
Kourkafas menciona “algumas boas notícias” no seu relatório, particularmente no que diz respeito aos bens de consumo e aos preços imobiliários.
Estes dados apoiam as expectativas dos investidores que esperam uma queda de meio ponto até ao final do ano, de acordo com a ferramenta de monitorização CME Fed Watch.
É provável que as taxas de juro baixas apoiem a actividade económica e melhorem as perspectivas para os lucros das empresas, daí o optimismo de Wall Street.
“A inflação está bem acima da meta de 2% estabelecida pela Reserva Federal”, lembra Nancy Vanden Houten, da Oxford Economics.
Do lado comercial, “a confiança apoia o apetite pelo risco”, diz José Torres, da Interactive Brokers.
A Casa Branca anunciou que será realizada na próxima semana uma reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, levantando a possibilidade de aliviar as tensões comerciais.
No mercado obrigacionista, a rentabilidade a dez anos dos títulos do governo americano manteve-se estável em 4,00% face ao dia anterior.
Do lado dos negócios, a temporada de resultados trimestrais está em pleno andamento e os desempenhos são “encorajadores neste momento”, de acordo com Kourkafas.
Kourkafas sublinha que “as próximas duas semanas serão decisivas” com publicações de gigantes da tecnologia como Meta (Facebook, Instagram), Microsoft ou Amazon.
A fabricante americana Ford subiu (+12,07%, para US$ 13,83) na quinta-feira, após divulgar resultados do terceiro trimestre que ficaram bem acima das expectativas.
O grupo alcançou um volume de negócios trimestral recorde de 50,53 mil milhões de dólares (+9,4%), com o lucro líquido quase triplicando num ano para 2,45 mil milhões de dólares.
A fabricante de chips eletrônicos Intel (+0,31%, para US$ 38,28) terminou no verde após receitas superiores às esperadas no terceiro trimestre, com a empresa afirmando que a demanda por seus produtos foi mais forte do que a taxa de produção.
Nos últimos meses, a empresa se beneficiou de muitos investimentos importantes, principalmente do governo americano e da gigante Nvidia.
Outro grande nome do setor, a AMD (+7,63%, para US$ 252,92), brilhou após a divulgação da imprensa de que o grupo americano de informática IBM poderia usar seus chips no desenvolvimento de um de seus dispositivos quânticos.




