Sri Lanka Ele rejeitou um pedido dos EUA para estacionar temporariamente dois caças armados com mísseis no aeroporto civil no sul da ilha. O presidente Anura Kumara Dissanayake disse ao parlamento que os EUA queriam transferir a aeronave de uma base em Djibuti para o Aeroporto Internacional de Mattala entre 4 e 8 de março.
O presidente disse ter rejeitado o pedido do governo para manter a neutralidade do Sri Lanka e garantir que o seu território não seja utilizado para fins militares que possam beneficiar ou prejudicar qualquer país. Ele não especificou se os EUA planejam usar os aviões para ações contra o Irã, informou a AFP.
Antecedentes: ataque de fragata iraniana
A decisão do Sri Lanka ocorreu depois que um submarino dos EUA torpedeou uma fragata iraniana ÍRIS Dena Pelo menos 84 marinheiros foram mortos perto da sua costa em 4 de março. O ataque destacou a situação delicada no Oceano Índico, atraindo a ilha para o conflito.
Oficiais militares do Sri Lanka confirmaram que o país não permitirá que o seu espaço aéreo seja utilizado para ataques contra qualquer país, aderindo à sua política externa de neutralidade de longa data.
Esforços humanitários: salvando marinheiros
Embora o Sri Lanka tenha rejeitado as exigências militares, agiu rapidamente para ajudar as pessoas afetadas pelo ataque. A Marinha e a Força Aérea resgataram 32 marinheiros do afundado IRIS Dena e devolveram os restos mortais de 84 tripulantes ao Irã.
No dia seguinte, o Sri Lanka permitiu que outro navio iraniano, o IRIS Bushehr, entrasse nas suas águas para proteger 219 tripulantes que se tinham refugiado em Colombo. Um terceiro navio iraniano, o IRIS Lavan, chegou em segurança ao porto de Kochi, no sul da Índia, e alguns marinheiros já regressaram a casa. O Presidente Dissanayake descreveu-o como um gesto humanitário, sublinhando que as ações do Sri Lanka se centraram em salvar vidas.
As relações entre os EUA e o Irão estão a estabilizar
No mesmo dia em que os EUA fizeram o pedido, o Irão também solicitou autorização para a visita de três navios de guerra. Colombo Depois de retornar de um exercício naval na Índia. O Presidente explicou que a aprovação do pedido de um país exigiria a aprovação do outro, mas o Sri Lanka optou por dizer não a ambos, mantendo a sua estrita neutralidade.
O Sri Lanka também não participou na votação da recente resolução do Conselho de Segurança da ONU que condena os ataques do Irão. Dissanayake disse que o veredicto representa apenas “meia verdade” e não reflete a história completa, sinalizando o compromisso do país com a imparcialidade e a justiça nas relações internacionais.
O Sri Lanka continua a manter fortes laços com ambos os países. Os Estados Unidos são o principal mercado de exportação, enquanto o Irã é o principal comprador do chá do Sri Lanka. Ao rejeitar as exigências militares e ao ajudar os marítimos necessitados, o Sri Lanka demonstrou um equilíbrio cuidadoso nas relações internacionais, ao mesmo tempo que dá prioridade aos princípios humanitários.
(via entradas AFP)



