NOVOAgora você pode ouvir os artigos da Fox News!
O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone com o ditador venezuelano Nicolás Maduro na quinta-feira, assegurando-lhe o apoio de Moscou num momento em que o líder venezuelano enfrenta uma pressão externa crescente, disse o Kremlin.
Na chamada relatada pela Reuters, Putin expressou apoio ao governo de Maduro “face à crescente pressão externa” num momento em que os Estados Unidos, sob o comando do presidente Donald Trump, continuam a pressionar pela remoção de Maduro. Washington aumentou as suas actividades militares nas Caraíbas como parte da sua campanha de pressão.
O Kremlin disse que os dois líderes discutiram o seu interesse comum em fazer avançar o acordo de parceria estratégica e avançar com projectos conjuntos nos sectores económico e energético. Há muito que Moscovo vê a Venezuela como um parceiro fundamental na América Latina, especialmente numa altura em que ambos os governos enfrentam isolamento e sanções internacionais.
GERAL APOSENTADO GOSTOU DA LUTA “HOLÍSTICA” DE TRUMP CONTRA O TRÁFICO DE DROGAS VENEZUELANO
O presidente russo, Vladimir Putin, apertou a mão do seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro. (Maxim Shemetov/AFP/Getty Images))
A ligação ocorreu um dia depois de os Estados Unidos apreenderem um enorme petroleiro venezuelano sob sanções dos EUA na costa do país, agravando ainda mais as já tensas relações entre Caracas e Washington.
O governo venezuelano condenou a apreensão como uma violação da sua soberania e acusou Washington de tomar medidas hostis contra os seus interesses económicos, informou a Fox News Digital. A administração Trump intensificou as sanções contra o setor petrolífero da Venezuela, que continua a ser a espinha dorsal do governo de Maduro, apesar de anos de declínio.
TRUMP DISSE QUE INICIAREMOS AS OPERAÇÕES TERRESTRE NA VENEZUELA ‘MUITO EM BREVE’ E DISSE QUE O REGIME ESTÁ ENVIANDO ‘ASSASSINOS’ PARA A AMÉRICA

O líder venezuelano Nicolás Maduro agita sua espada durante um evento na academia militar em Caracas, Venezuela, na terça-feira, 25 de novembro de 2025. (Ariana Cubillos/Foto AP)
A procuradora dos EUA, Pam Bondi, confirmou que agências federais, incluindo o FBI, as Investigações de Segurança Interna e a Guarda Costeira dos EUA, conduziram a operação do navio-tanque e divulgaram imagens de vídeo desclassificadas da apreensão. A medida segue uma ordem federal ligada a violações de sanções.
O Presidente Trump reconheceu publicamente a operação, descrevendo o navio como o maior petroleiro já apreendido pelos Estados Unidos. A Reuters informou que a ação fez com que os preços do petróleo subissem e acrescentasse nova tensão às relações EUA-Venezuelana.
Laços Rússia-Venezuela
A Rússia e a Venezuela mantêm uma relação estreita há mais de duas décadas; esta parceria aprofundou-se durante a presidência de Hugo Chávez e continuou sob Nicolás Maduro. A cooperação entre os dois países centrou-se na defesa, produção de energia e ajuda financeira, segundo a Reuters.
Ao longo dos últimos anos, Moscovo forneceu equipamento militar a Caracas, apoiou a empresa petrolífera estatal da Venezuela através de joint ventures e expandiu empréstimos e linhas de crédito que ajudaram a manter operacionais partes do sector petrolífero do país. A Venezuela recebeu milhares de milhões de dólares em empréstimos da Rússia e acordos de financiamento vinculados às exportações venezuelanas de petróleo bruto.
CLIQUE PARA BAIXAR O APLICATIVO FOX NEWS

Soldados com rostos pintados marcham durante um desfile militar para comemorar o 205º aniversário da independência da Venezuela em Caracas, Venezuela, em 5 de julho de 2016. (Carlos Jasso/Reuters)
Apesar das sanções internacionais que visam ambos os governos, a Rússia tem visto consistentemente a Venezuela como um parceiro estratégico. Os relatórios do Serviço de Investigação do Congresso dos EUA indicam que a relação é duradoura e em grande parte não é afectada por mudanças políticas de curto prazo ou por pressões externas. Mesmo com o agravamento da crise interna da Venezuela e a intensificação das campanhas de pressão dos EUA, Moscovo continuou a oferecer apoio diplomático e cooperação económica.
Ashley Carnahan, da Fox News Digital, Associated Press e Reuters contribuíram para a história.



