ESCUINTLA, Guatemala (AP) – Centenas de policiais antimotim entraram em uma prisão de segurança máxima na Guatemala na manhã de domingo para libertar guardas de reféns e recuperar o controle da instalação que abriga líderes de gangues.
Houve tiros quando a polícia entrou na prisão de Renovación, em Escuintla, cerca de 76 quilômetros a sudoeste da Cidade da Guatemala. Cerca de 15 minutos depois, um repórter da Associated Press viu guardas sendo retirados da prisão. Eles pareciam ilesos. Nenhum ferimento ou morte foi relatado imediatamente.
Mas logo após as autoridades recuperarem o controlo da prisão, começaram a surgir relatos de ataques à polícia na capital.
O diretor da Polícia Nacional Civil, David Custodio Boteo, disse que houve pelo menos 10 ataques armados contra policiais, deixando três mortos e pelo menos cinco feridos. Foi afirmado que cinco agressores foram capturados.
O ministro do Interior, Marco Antonio Villeda, disse que nove guardas foram feitos reféns na prisão na noite de sábado. Cerca de três dúzias de guardas estavam detidos em outras duas prisões, onde os presos assumiram o controle no sábado, em um levante coordenado.
O Ministério do Interior afirmou num comunicado que a revolta dos prisioneiros foi um resultado directo da decisão dos administradores penitenciários de retirar os privilégios de alguns líderes de gangues detidos.
“Não negociamos com terroristas ou com o crime organizado na Guatemala”, afirma o comunicado. “Também não permitimos que grupos que semeiam medo imponham as suas próprias condições.”
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Esta história foi corrigida para mostrar que o sobrenome do diretor da Polícia Civil Nacional é Boteo, e não Botero.



