Papa Leão
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Na sua declaração durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, no Vaticano, no domingo, o Papa disse: “Acompanho com profunda tristeza as trágicas notícias que nos chegaram do Sudão, especialmente da cidade mártir de El-Fasher, no norte de Darfur”.
“A violência indiscriminada contra mulheres e crianças, os ataques a civis indefesos e os sérios obstáculos à ação humanitária infligem um sofrimento inaceitável a uma população já exausta por longos meses de conflito”, acrescentou o Papa norte-americano da varanda do Palácio Apostólico.
“Reitero o meu apelo solene às partes envolvidas para um cessar-fogo e a abertura urgente de corredores humanitários”, acrescentou Leão XIV.
A guerra no Sudão desde Abril de 2023 matou dezenas de milhares de pessoas, deslocou milhões e causou a pior crise humanitária existente, segundo a ONU.
A guerra foi desencadeada por uma luta pelo poder entre o general Abdel Fattah al-Burhane, comandante do exército e governante de facto do Sudão desde o golpe de 2021, e o general Mohamed Daglo, chefe das Forças de Apoio Rápido (RSF) paramilitares, que agora controlam todo Darfur, uma região no oeste do Sudão.
Em 26 de Outubro, a RSF capturou El-Fasher, a última grande cidade de Darfur, após um cerco de 18 meses. Desde então, milhares de pessoas fugiram da cidade, onde a violência mortal contra civis aumentou.
Leão XIV também convidou os fiéis no domingo a rezar “pela Tanzânia, onde os conflitos eclodiram após as últimas eleições e causaram muitas vítimas”.
A presidente cessante, Samia Suluhu Hassan, venceu as eleições presidenciais na Tanzânia no sábado, após três dias de violência eleitoral que resultou em centenas de mortes, segundo a oposição, que descreveu as eleições como uma “paródia da democracia”.
“Apelo a todos que renunciem a todas as formas de violência e prefiram o diálogo”, disse o Papa.



