O Iraque reduziu a produção num dos seus principais campos petrolíferos depois de o Irão ter bloqueado o Estreito de Ormuz no meio da guerra com Israel e os Estados Unidos, segundo um documento oficial consultado pela AFP.
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Este documento, cujo conteúdo foi confirmado por duas fontes do Ministério dos Petróleos, ordena o encerramento da metade (sul) do campo petrolífero de Roumaïla na tarde de terça-feira.
A paralisação do Estreito de Ormuz, porta de entrada para o Golfo e passagem fundamental para o comércio de petróleo, causou uma “escassez de petroleiros” nos portos do sul do Iraque, e os stocks estão “atingindo uma fase crítica”, segundo o mesmo documento.
Fontes do Ministério do Petróleo disseram à AFP que o Iraque utilizaria a produção para as suas próprias refinarias.
Quase um terço da produção do país é produzido nesta instalação, que é operada em conjunto pela BP com a empresa nacional Basra Oil do Iraque.
O bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz, um dia após o ataque israelo-americano de sábado, perturbou gravemente o comércio marítimo: um quarto do petróleo mundial e um quinto do gás natural liquefeito passam normalmente por esta rota, que permite a exportação de produtos petrolíferos e de gás principalmente de países do Golfo.
A guerra também interrompeu a produção na região autónoma do Curdistão (Norte do Iraque), onde a maioria das empresas petrolíferas estrangeiras suspenderam “temporariamente” as suas operações por precaução, segundo uma fonte de uma destas empresas.



