O governo de Madagascar declarou uma emergência energética de 15 dias na terça-feira, dizendo que o país estava em uma “crise profunda” devido à escassez de abastecimento ligada à guerra no Oriente Médio.
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Um comunicado de imprensa tranquiliza o governo: “Esta decisão foi tomada após observar uma crise profunda em todo o país ligada a interrupções no fornecimento de energia”.
A maior parte das importações de combustível para esta ilha do Oceano Índico vem de Omã, ao sul do Estreito de Ormuz.
O governo optou por esta medida numa reunião realizada para analisar as consequências da crise na vida quotidiana, na economia e no funcionamento dos serviços públicos.
“Esta crise também provoca perturbações ao nível da ordem pública, segurança, estabilidade e governação”, afirmou o governo num comunicado de imprensa.
Segundo responsáveis malgaxes, a emergência energética permitirá “reforçar a capacidade do Estado de agir rapidamente para resolver os problemas de abastecimento energético, garantir o bom funcionamento dos serviços públicos e proteger as condições de vida da população”.
Madagascar produz a maior parte de sua eletricidade usando combustível.
Dado que o principal fornecedor da ilha está localizado no porto de Sohar, em Omã, cerca de 150 km (90 milhas) a sul do Estreito de Ormuz, os carregamentos não têm de passar por esta rota marítima e não foram reportadas perturbações, apenas atrasos de alguns dias.



