Cuba não representa uma “ameaça” para os Estados Unidos, como afirma Washington, mas sim um “obstáculo” à entrada de drogas no país, disse na terça-feira um alto funcionário do Ministério de Assuntos Internos cubano.
“Cuba não representa uma ameaça para os Estados Unidos”, disse o coronel Juan Carlos Poey, oficial militar e chefe do Escritório Antidrogas do Ministério de Assuntos Internos de Cuba (Minint), em entrevista coletiva.
Ele acrescentou que, em total contraste com a ilha comunista, era uma “barreira no mar” contra as drogas que viajavam entre a América do Sul e os Estados Unidos.
Os Estados Unidos impõem um bloqueio energético a Cuba desde janeiro, citando a “ameaça excepcional” que esta ilha comunista representa para a segurança nacional americana, localizada a apenas 150 km da costa da Flórida.
O responsável cubano sublinhou que as sanções americanas também afectam as operações preventivas de Havana contra o tráfico de drogas. “Se alguém deveria estar preocupado, são os Estados Unidos”, disse ele.
O coronel Juan Carlos Poey acrescentou que Cuba coopera há anos com os Estados Unidos na luta contra o tráfico de drogas, mas sob a autoridade de Donald Trump, esta cooperação “se limita à troca de informações em tempo real”.
O estado insular de 9,6 milhões de habitantes enfrenta uma grande escassez de combustível e cortes de energia, à medida que Donald Trump endurece o embargo dos EUA em vigor desde 1962 e pressiona outros países a pararem de enviar petróleo para Havana.
Na segunda-feira, o presidente norte-americano rejeitou a ideia de uma operação destinada a derrubar o regime, ao mesmo tempo que apelou ao seu vizinho e inimigo ideológico para que fizesse um acordo com os Estados Unidos, considerando Cuba uma “nação falhada”.



