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Cessar-fogo no Afeganistão sob pressão com novos ataques paquistaneses relatados antes do Eid

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O comandante das Forças Armadas Afegãs, Fasihuddin Fitrat, acusou o exército paquistanês de violar o cessar-fogo ao longo da Linha Durand, informou a mídia local na sexta-feira.

O Paquistão foi acusado de realizar novos ataques nas zonas fronteiriças, apesar do cessar-fogo alcançado durante o período do Eid. Segundo o Ministério da Defesa afegão, muitas pessoas perderam a vida nos ataques recentes.

Autoridades disseram que as ações do Paquistão mostraram falta de compromisso com o cessar-fogo. Um porta-voz do governo disse que os repetidos ataques “demonstram a falta de comprometimento e engano” por parte de Islamabad.

O Afeganistão disse que não respondeu militarmente até agora para evitar uma nova escalada de tensões. Mas as autoridades alertaram que a continuação dos ataques poderá forçá-los a agir. As autoridades disseram que se tais incidentes continuarem, o cessar-fogo pode perder o sentido e que as forças afegãs darão uma “reação definitiva” se a situação piorar.

Eid cessar-fogo e esforços de mediação

No início desta semana, o Afeganistão suspendeu as operações de defesa ‘Rad al-Zulm’ para o Eid al-Fitr, a pedido de países mediadores como a Arábia Saudita, o Qatar e a Turquia.

Ao mesmo tempo, o Paquistão anunciou que suspendeu temporariamente as suas operações militares. No entanto, os desenvolvimentos recentes mostram que o cessar-fogo não é permanente.

Bombardeio relatado na província de Kunar

Autoridades locais relataram que as forças paquistanesas dispararam mais de 70 projéteis de artilharia contra a província afegã de Kunar. As áreas afectadas incluíram Barikot, Dokalam e Tsongalai no distrito de Narai, bem como partes do distrito de Manogai.

As autoridades aconselharam os residentes a terem cautela e se mudarem para locais mais seguros, pois a situação continua tensa.

Ataques aéreos e vítimas civis

O ministro das Relações Exteriores do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, também condenou os ataques aéreos anteriores do Paquistão e disse que eram uma violação grave dos princípios humanitários e islâmicos.

Ele afirmou que um desses ataques matou mais de 408 pessoas e feriu mais de 260, sendo a maioria das vítimas pacientes de um centro de reabilitação de drogas. Ele acusou o Paquistão de atacar deliberadamente áreas civis.

A tensão e a incerteza estão aumentando

Autoridades afegãs disseram que os repetidos ataques desde fevereiro diminuíram a confiança nas soluções diplomáticas. Embora sublinhando que o Afeganistão não quer a guerra, também afirmaram claramente que defenderá a soberania do país, se necessário.

A situação continua frágil, com as tensões a aumentar apesar das tentativas de mediação e dos acordos de cessar-fogo temporários.

(Com entradas IANS)

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