A justiça brasileira ordenou nesta terça-feira o arquivamento da investigação sobre o bilionário Elon Musk, acusado de usar a plataforma X para violar ordens judiciais e prejudicar instituições públicas.
O juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes abriu uma investigação contra o empresário em 2024 por, entre outras coisas, “obstrução de justiça”, no âmbito de uma longa disputa entre o sistema de justiça brasileiro e X sobre a regulamentação de plataformas.
Pessoas ligadas ao ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro criaram uma “milícia digital” usando contas X bloqueadas para espalhar “desinformação” e fortalecer a polarização política, segundo relatórios policiais.
A promotoria pediu o encerramento do caso porque não havia indícios de “insubordinação” na plataforma. Apenas “erros operacionais” foram detectados e já foram corrigidos.
“Não temos evidências que apoiem a tese inicial de que as redes sociais
Moraes desempenhou um papel central nas recentes decisões judiciais sobre a regulamentação das redes sociais no Brasil e na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe.
Ele foi alvo de sanções dos EUA entre julho e dezembro, e o governo Trump chamou o caso Bolsonaro de “caça às bruxas”.
O juiz foi hoje abalado por um escândalo financeiro que abalou os círculos dirigentes do Brasil.
De acordo com relatos da mídia local, Moraes trocou mensagens com o proprietário de um banco algumas horas antes de sua prisão, em novembro. O juiz negou isso no comunicado de imprensa. O escritório de advocacia de sua esposa assinou um contrato lucrativo com esta organização.



