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Ameaças de Trump: ações da Bombardier caíram na bolsa

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As ações da Bombardier despencaram na bolsa de valores na sexta-feira, poucas horas depois de o presidente Donald Trump ter ameaçado retirar a certificação americana de “todas as aeronaves fabricadas no Canadá”.

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As ações da Bombardier fecharam em queda de 6%, a US$ 232,61, na Bolsa de Valores de Toronto. No início da sessão, a queda havia chegado a 10%.

Trump também ameaçou impor uma tarifa de 50% sobre todos os aviões e helicópteros fabricados no Canadá.




Agência de Fotografia QMI, JOEL LEMAY

Se concretizado, o anúncio de Trump teria consequências importantes para a Bombardier, que obtém a maior parte das suas receitas dos Estados Unidos. Isto também poderia afetar a fabricante de helicópteros Bell, que opera uma grande fábrica em Mirabel.

A Airbus, que produz aviões a jato A220 na mesma cidade, será menos afetada por esta situação porque possui uma fábrica no Alabama para seus clientes americanos.

Num comunicado divulgado na noite de quinta-feira, a Bombardier lembrou que emprega mais de 3.000 pessoas nos Estados Unidos.

Em notas publicadas nas últimas horas, os analistas Benoit Poirier da Bombardier e Cameron Doerksen do National Bank Capital Markets consideram que é pouco provável que as ameaças da Casa Branca se concretizem.

Seu impacto nos Estados Unidos?

A retirada da certificação de aeronaves construídas no Canadá também poderia perturbar o tráfego aéreo nos Estados Unidos, já que centenas de jatos regionais CRJ construídos pela Bombardier são operados por companhias aéreas americanas.

Para justificar as suas ameaças, Donald Trump afirmou que o Canadá se “recusou” a certificar jactos do fabricante de aviões norte-americano Gulfstream, o maior rival da Bombardier.

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