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O que os adolescentes comem pode ter um impacto maior na sua saúde mental do que pensamos

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Um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Swansea sugere que a forma como os adolescentes comem pode estar afetando sua saúde mental. A equipe também detalhou planos para pesquisas futuras para compreender melhor a relação entre dieta e saúde mental.

publicado em revista Nutrientesesta revisão examinou os resultados de 19 estudos que examinaram a associação entre dieta e saúde mental em adolescentes. No geral, hábitos alimentares mais saudáveis ​​estão geralmente associados a menos sintomas de depressão. Em contraste, dietas de qualidade inferior tendem a estar associadas a níveis mais elevados de sofrimento psicológico.

Dieta holística e suplementos

Os pesquisadores examinaram seis ensaios clínicos randomizados e 13 estudos de coorte prospectivos. A análise concluiu que, para suplementos nutricionais pessoais, as evidências eram contraditórias. Por exemplo, alguns resultados sugerem que a vitamina D pode ajudar a reduzir os sintomas de depressão em adolescentes, mas os resultados são inconsistentes.

Por outro lado, padrões alimentares mais amplos mostraram tendências mais claras. Uma dieta que enfatiza a qualidade geral e o equilíbrio está associada a melhores resultados de saúde mental do que uma dieta que se concentra apenas num único nutriente.

Por que a adolescência é importante

Os autores enfatizam que a adolescência é um período crítico para o desenvolvimento do cérebro e para a saúde emocional. Este período proporciona uma janela importante para prevenção e apoio precoce. A dieta faz parte da vida diária e, portanto, é um fator que pode mudar e se expandir entre as populações.

Ao mesmo tempo, os investigadores observam que as evidências atuais não são totalmente consistentes. Fatores como o estatuto socioeconómico e o género podem influenciar e complicar a relação entre dieta e saúde mental.

lacunas nas evidências

A revisão também visa tornar os resultados do estudo mais relevantes para os cenários do mundo real, olhando além das populações estritamente clínicas. O objetivo é informar melhor a prática de cuidados de saúde e as estratégias de saúde pública.

No entanto, os pesquisadores destacaram grandes lacunas na literatura existente. A maioria das pesquisas até o momento concentrou-se na depressão, enquanto outros resultados importantes, como ansiedade, estresse, comportamento externalizante, autoestima e agressão, receberam muito menos atenção.

Roteiro de pesquisa futura

Para avançar no campo, os autores propõem um roteiro detalhado para pesquisas futuras. Eles recomendaram mais desenhos de estudos baseados na exposição, inclusão de biomarcadores e melhor padronização entre os estudos. Apelaram também a práticas de ciência aberta e a uma análise mais ampla dos resultados da saúde mental.

A pesquisa foi apoiada pelo Comitê de Saúde Cognitiva do Instituto de Ciências Alimentares e Nutricionais (IAFNS).

A autora correspondente, Professora Hayley Young, da Escola de Psicologia da Universidade de Swansea, disse: “No geral, nossas descobertas sugerem que, ao considerar a saúde mental dos adolescentes, a saúde pública e as estratégias clínicas devem priorizar uma abordagem de dieta completa, em vez de apenas suplementos. No entanto, mais pesquisas de alta qualidade são necessárias para estabelecer quais padrões alimentares são mais eficazes e para quem”.

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