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Nanopartículas magnéticas combatem o câncer ósseo e auxiliam na cura

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Pesquisadores do Brasil e de Portugal criaram um novo nanocompósito magnético projetado para atacar o câncer ósseo e, ao mesmo tempo, apoiar o reparo ósseo. Este trabalho foi publicado em Medicina magnéticadescreve uma estrutura núcleo-invólucro feita de nanopartículas de óxido de ferro envoltas em uma fina camada de vidro bioativo. Este design permite que o material gere calor quando exposto a campos magnéticos, permanecendo firmemente preso ao tecido ósseo.

Combinar essas duas funções em um material é um grande desafio, disse a equipe. O novo método combina o aquecimento magnético utilizado no tratamento do câncer com propriedades que promovem a regeneração óssea.

“Os nanocompósitos bioativos magnéticos são muito promissores para o tratamento do câncer ósseo porque podem simultaneamente eliminar tumores com hipertermia magnética e apoiar o crescimento de novos ossos”, disse a Dra. Angela Andrade, principal autora do estudo. “Descobrimos que alta magnetização e forte bioatividade de nanocompósitos podem ser alcançadas simultaneamente no mesmo material, o que tem sido um desafio de longa data na área.”

Resultados encorajadores alcançados em condições semelhantes às dos ossos

Para testar o desempenho dos materiais no corpo, os cientistas colocaram os nanocompósitos em fluidos corporais simulados. Nessas condições, as partículas formam rapidamente apatita, mineral muito semelhante à parte inorgânica do osso natural. Esta rápida formação mineral indica que o material pode aderir bem ao osso após a implantação.

Os pesquisadores também compararam diferentes formulações dos nanocompósitos. Uma versão rica em cálcio destaca-se pelas suas propriedades.

“Das formulações testadas, aquelas com maior teor de cálcio apresentaram a taxa de mineralização mais rápida e a resposta magnética mais forte, tornando-as candidatas ideais para aplicações biomédicas”, compartilhou Andrade.

Aquecer tumores enquanto apoia a regeneração

O núcleo de óxido de ferro confere ao material seu magnetismo. Quando colocado em um campo magnético alternado, pode gerar calor localizado forte o suficiente para danificar ou destruir células cancerígenas. Este processo tem como alvo o tecido tumoral, ao mesmo tempo que minimiza os danos às células saudáveis ​​próximas.

Enquanto isso, os revestimentos de vidro bioativo desempenham um papel fundamental na cura. Encoraja a regeneração do tecido ósseo circundante, criando uma estratégia de tratamento que aborda a remoção do tumor e a reparação estrutural num só passo.

“Este estudo fornece novos insights sobre como a química e a estrutura da superfície influenciam o desempenho dos biomateriais magnéticos”, acrescentou Andrade. “Essas descobertas abrem novas perspectivas para o desenvolvimento de materiais multifuncionais cada vez mais avançados, que sejam seguros e eficazes para uso clínico”.

Câncer e medicina regenerativa dão um passo à frente

No geral, este estudo marca o progresso no desenvolvimento de nanomateriais inteligentes para oncologia e medicina regenerativa. Ao combinar fortes propriedades magnéticas com bioatividade favorável aos ossos, esses nanocompósitos apontam o caminho para tratamentos futuros que podem tratar tumores ósseos e restaurar tecidos danificados com um procedimento único e minimamente invasivo.

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