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Rebeldes colombianos pedem “acordo nacional” após intervenção dos EUA na Venezuela

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BOGOTÁ, Colômbia (AP) – O maior grupo rebelde remanescente na Colômbia apelou a um “acordo nacional” para superar o conflito político no país sul-americano que enfrenta a perspectiva de ataques dos governos colombiano e norte-americano.

Em comunicado publicado por conta

A declaração surge na sequência de relatos de que os governos da Colômbia e dos EUA estão a explorar formas de conduzir operações conjuntas contra o ELN, um grupo que o presidente colombiano, Gustavo Petro, descreveu como “traficantes de drogas disfarçados de guerrilheiros”.

A pressão sobre o ELN aumentou desde o início deste mês, quando os Estados Unidos capturaram o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro numa operação antes do amanhecer e levaram-no para os Estados Unidos para enfrentar acusações de tráfico de drogas. A acusação contra Maduro no caso de Nova Iorque acusa-o de fornecer proteção ao ELN em território venezuelano e de trabalhar com o grupo no tráfico de cocaína.

Desde a operação, as autoridades colombianas têm tomado medidas para enfraquecer a posição do grupo na Venezuela.

Na semana passada, o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, disse que o presidente Petro e o presidente dos EUA, Donald Trump, discutiram o ELN e o seu papel no tráfico de drogas num telefonema que aliviou as tensões entre os dois líderes.

Segundo Benedetti, os presidentes discutiram possíveis operações conjuntas contra o ELN. “O problema com o ELN é que quando eles se retiram para campos na Venezuela, têm de ser atacados”, disse Bendetti numa entrevista à estação de rádio colombiana Blu.

Numa mensagem publicada no X na segunda-feira, Petro disse que o ELN deve acabar com o tráfico de drogas e o recrutamento de menores se quiser que as negociações de paz continuem. O presidente também pediu ao grupo rebelde que pare de usar os campos na Venezuela ou enfrente “ações concertadas” envolvendo o governo venezuelano.

O governo colombiano suspendeu as negociações de paz com o ELN no ano passado, depois que o grupo lançou um ataque na região nordeste de Catatumbo que forçou mais de 50 mil pessoas a fugirem de suas casas.

O ELN foi fundado na década de 1960 por estudantes e dirigentes sindicais inspirados na revolução cubana. Atualmente possui aproximadamente 5.000 caças operando na Colômbia e na Venezuela.

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