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Diego Spagnuolo, o segundo político da ANDIS, recusou-se a declarar El Intransigente

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Ex-Diretor Nacional de Acesso aos Serviços de Saúde da Agência Nacional da Deficiência (deu), Daniel GarbelliniCommodore compareceu ao tribunal na quinta-feira para ser indiciado por um juiz federal Sebastião Casanello e o promotor Franco PicardiNum quadro de megacausas que investiga a rede de gestão de contratos, sobretaxas, subornos e a suposta participação dos empresários na tomada de decisões da empresa. Garbellini, considerado pela promotoria uma figura-chave no circuito, optou por não depor e apenas ouviu as denúncias.

Segundo Picardi, entre dezembro de 2023 e julho de 2025, foi organizada na ANDIS uma estrutura “coordenada e mutuamente acordada” para ter acesso adequado ao dinheiro em detrimento do Estado e principalmente dos deficientes. As táticas incluem a imposição de restrições de preços, a redução artificial da concorrência e o aumento dos preços premium em 10 a 20%. E possibilitar que empresas amigas tenham acesso exclusivo às informações e gestão do sistema de compras SIIPFIS. Nesse aparelho, Garbellini teve um “papel importante”.

ANDS: Acusações contra Garbellini

De acordo com a acusação lida em tribunal, Garbellini recebeu ordens para beneficiar um grupo de farmácias ligado a Miguel Angel Calvet, operador identificado como articulador externo do sistema. A promotoria afirmou que o ex-funcionário permitiu que pessoas fora da estrutura formal da ANDIS tomassem decisões sobre compras públicas, acessassem chaves internas e operassem processos de fora da organização. Aquisições concentradas em empresas favoráveis ​​(Proforma SA, Genesis SA, Floresta SA e New Pharma SA) US$ 37,7 bilhões Medicamentos, implantes cocleares, aparelhos auditivos e suprimentos associados entre julho de 2024 e agosto de 2025. Para a Picardia, o esquema estabeleceu um “sistema eficiente” para garantir prêmios discricionários.

O promotor também observou que Garbellini manteve comunicações frequentes com Calvet e Pablo Atchabahianque ocupou o mesmo cargo na gestão anterior. Para os pesquisadores, essas relações pessoais se traduziram em vantagens para um pequeno grupo de fornecedores, em detrimento de um processo transparente e competitivo. “Spagnulo e Garbellini garantiram que a ANDIS agisse como uma agência a serviço de interesses privados”, afirmou a acusação.

Outra cobrança

Além do suposto encaminhamento de fundos, Garbellini enfrenta outra acusação: Obstrução de investigação. Segundo o Ministério Público, ele atrasou deliberadamente a sua chegada, apesar de saber que a polícia estava no local durante a operação à sua casa. E, mesmo que tivesse fornecido seu celular e código de acesso, teria apagado as conversas vinculadas a Calvet antes de poder analisá-las. Para a acusação, este comportamento demonstra “uma atitude de desprezo pelo processo”.

O arquivo prossegue com uma coleção crescente de documentação, mensagens, transferências e evidências que tentam reconstruir como funciona o sistema de compras públicas da ANDIS e em que responsabilidade criminal cada um pode incorrer. Nas próximas semanas, o juiz Casanello terá que lidar com a situação processual de Garbellini, cujo papel ficou fortemente comprometido após a condenação fiscal.



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