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Uma infância segura na era digital

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Os acontecimentos atuais e os avanços tecnológicos exigem-nos que nos concentremos e atuemos numa questão premente: os perigos online.

Por Francisco Quintana no jornal La Nacion
A proteção integral de crianças e adolescentes é o eixo central do trabalho do Ministério da Justiça na Cidade de Buenos Aires. Nesse sentido, os acontecimentos atuais e os avanços tecnológicos nos convocam a focar e agir sobre uma questão preocupante: os perigos online.

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Há 20 anos, com a promulgação da Lei 26.061 de Proteção Integral dos Direitos da Criança e do Adolescente, ocorreu uma transformação jurídica, que representou uma profunda mudança cultural: a infância deixou de ser considerada meros objetos de tutela para ser reconhecida como sujeito pleno de direitos. Há já algum tempo que o Estado, as famílias e a sociedade como um todo enfrentam um novo desafio.

Os riscos online têm crescido exponencialmente e são atualmente uma das maiores ameaças às crianças e adolescentes, que são os principais utilizadores da tecnologia, mas também os mais vulneráveis. A violência digital é muito diversificada: aliciamento, cyberbullying, disseminação não consensual de imagens íntimas, deepfakes para fins maliciosos, tráfico e exploração sexual, assédio virtual, partilha irresponsável e, na sua expressão mais extrema, abuso sexual infantil online.

Neste contexto, o Ministério da Justiça, liderado por Gabino Tapia, implementa uma abordagem abrangente através da Direcção Geral de Assistência às Vítimas criada por esta administração, que visa dar uma resposta às vítimas através de mecanismos de prevenção, assistência e restauração de direitos. capacitações e oficinas em escolas, comunidades, centros esportivos e espaços socioeducativos; O patrocínio jurídico penal gratuito, o apoio psicológico e os programas de justiça restaurativa são as principais medidas face a este problema.

Paralelamente, foi desenvolvido, em conjunto com o Ministério da Segurança e o Instituto Superior de Segurança Pública, um guia prático para prevenir e assistir casos de assédio sexual online. Há também um trabalho conjunto com o Ministério da Tutela Pública para acompanhar as vítimas durante todo o processo criminal. Foi assinado um acordo com a Universidade Astral e o Observatório do Cibercrime e das Provas Digitais nas Investigações Criminais (OCEDIC), com o objetivo de promover a sensibilização, a prevenção da reincidência e a proteção dos direitos das vítimas, no âmbito das políticas de justiça restaurativa. Além disso, com base em resolução ministerial, todos os funcionários do ministério devem ser treinados na Lei 6.115 (Lei de Vítimas e Testemunhas na Cidade).

Proteger a infância em ambientes digitais é um dos maiores desafios do nosso tempo e nós, na Câmara Municipal, estamos a enfrentá-lo com a seriedade e o empenho que merece. O congresso federal realizado em 25 de setembro em conjunto com o Ministério da Justiça Local Osedic e o UNICEF foi um passo crucial para dar visibilidade ao tema e criar uma agenda comum.

Guiados pela convicção de que a infância deve estar sempre no centro das políticas governamentais, apesar da inevitável complexidade da realidade, acreditamos que o trabalho conjunto entre o Estado, a justiça, as famílias, a sociedade civil, o setor privado e as organizações internacionais pode dar respostas a este desafio.

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