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(IMAGENS) Banho de sangue no Rio: o que sabemos sobre a operação policial

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Há algumas certezas, mas também dúvidas: o Brasil ainda está tentando entender a repressão policial mais mortal de sua história, que ocorreu na terça-feira contra a gangue de traficantes de drogas Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.

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Esta operação massiva nos bairros de lata, que matou oficialmente 119 pessoas, incluindo quatro agentes da polícia, lançou uma luz dura sobre a violência que assola uma cidade famosa pelas suas praias e pelo seu carnaval.




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Aqui está o que sabemos e o que precisa ser esclarecido:

La cible: le Comando Vermelho

A “Operação Contenção”, que contou com a intervenção das autoridades nesta terça-feira, tem como objetivo impedir a expansão do Comando Vermelho, principal grupo de tráfico de drogas do Rio.

Cerca de 2.500 agentes investiram na madrugada em duas grandes favelas da zona norte da cidade, próximas ao aeroporto: Complexo da Penha e Complexo do Alemão, que é considerado reduto desse grupo criminoso.




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Nascido na década de 1970, quando opositores políticos da ditadura militar conviveram com presos de direito comum em uma prisão em uma ilha na costa do Rio, o Comando Vermelho também exerce sua influência em outros estados brasileiros.




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Segundo especialistas, a expansão territorial no Rio supera a das milícias parapoliciais criminosas.

Com

O governo do estado do Rio contabilizou 119 mortes até o momento. Mas pelo menos 132 mortes foram contabilizadas nos serviços da Defensoria Pública, órgão do Estado do Rio que oferece assistência jurídica aos mais pobres.




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As autoridades do Rio também informaram que 113 pessoas foram presas. Um total de 91 fuzis foram apreendidos em um período de tempo não especificado, além de uma “grande quantidade de drogas”.




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letalidade recorde

Esta operação policial revelou-se mais mortífera do que o massacre do Carandiru em 1992, quando 111 presos foram mortos durante uma intervenção policial para reprimir um motim numa prisão perto de São Paulo.

As duas operações que antes causavam mais mortes no Rio ocorreram em 2021 e 2022; Nas favelas do Jacarezinho e Vila Cruzeiro, 28 e 25 pessoas morreram respectivamente.

Nestes dois casos, o governador do estado do Rio de Janeiro era Claudio Castro, e Castro descreveu a operação de terça-feira como “bem-sucedida”.




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A resposta comedida de Lula

A operação foi planejada e executada pelas forças de segurança do estado do Rio sob a liderança do governador Castro, aliado do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (2019-2022).




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Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça do presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, disse na quarta-feira que o incidente ocorreu “sem o conhecimento do governo federal” e que este ficou “atordoado” com o número de mortes.

Lula tranquilizou

O que precisa ser esclarecido

As identidades dos falecidos, além das identidades dos policiais, ainda não foram divulgadas, o que não permite determinar se estão sujeitos a decisão judicial.

As identidades da maioria dos detidos não foram divulgadas.




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Segundo a mídia brasileira, um dos suspeitos presos é Thiago “Belão” do Nascimento Mendes, que é mostrado como o braço direito de “Doca” Alves de Andrade, que seria o líder do Comando Vermelho em várias favelas do Rio e conseguiu escapar.

Alguns moradores condenaram as “execuções” e um juiz do Supremo Tribunal brasileiro convocou uma audiência na próxima segunda-feira para que o governador Castro fornecesse “informações detalhadas” sobre a operação.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu às autoridades brasileiras que “iniciassem imediatamente uma investigação”.

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