O desmatamento na Amazônia brasileira caiu 11% em um ano, segundo dados oficiais divulgados pelo governo Lula na quinta-feira, poucos dias antes da COP30 em Belém.
Durante o período de referência de agosto de 2024 a julho de 2025, ocorreu um total de 5.796 km2 de desmatamento na maior floresta tropical do planeta; este foi o nível mais baixo em onze anos.
Esses dados foram coletados pelos satélites do sistema Prodes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Esta é a quarta queda consecutiva neste número, que representa a taxa oficial de desmatamento no Brasil.
Há um ano, de agosto de 2023 a julho de 2025, esse número atingiu 6.518 km2, uma queda de 30% em relação aos doze meses anteriores.
O número divulgado quinta-feira também é o terceiro mais baixo desde que os registros começaram em 1988.
O declínio do desmatamento na Amazônia continuou apesar da seca extraordinária que afetou o Brasil no ano passado.
Segundo o governo brasileiro, esta seca facilitou a propagação de incêndios devastadores, que se tornaram uma das principais causas do desmatamento.
Dados preliminares utilizados pelo Deter, outro sistema de coleta de dados por satélite, mostraram um aumento de 4% no mesmo período.
O Inpe disse que no Cerrado, savana rica em biodiversidade localizada no sul da Amazônia, o desmatamento diminuiu 11,49% e foram perdidos 7.235 km2 de vegetação.
Os números são uma boa notícia para o governo do presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, que se prepara para sediar a conferência climática da ONU COP30 em Belém, Amazônia, em novembro.
Após retornar ao poder em janeiro de 2023, Lula prometeu eliminar o desmatamento no Brasil até 2030.
Sob o seu antecessor de extrema direita, Jair Bolsonaro (2019-2022), um cético climático apoiado pelo poderoso lobby do agronegócio, o desmatamento aumentou em média 75% na década anterior.



