O presidente russo, Vladimir Putin, assinou na segunda-feira uma lei que põe fim a um já obsoleto acordo de facto entre a Rússia e os Estados Unidos sobre o reprocessamento de plutónio, que visa impedir que qualquer uma das partes produza mais armas nucleares.
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O Acordo de Gestão e Processamento de Plutónio, assinado em 2000 e alterado em 2010, comprometeu a Rússia e os Estados Unidos a reprocessar grandes reservas de plutónio da era da Guerra Fria em combustível que pudesse ser utilizado para energia nuclear na produção de electricidade. Cada parte comprometeu-se a reciclar 34 toneladas de plutónio.
As autoridades americanas estimaram que o acordo eliminaria o material necessário para produzir o equivalente a 17.000 armas nucleares.
Em 2016, Vladimir Putin ordenou por decreto a suspensão da participação da Rússia nesta convenção no contexto do agravamento das relações entre os dois países durante a presidência de Barack Obama.
A lei, assinada por Putin na segunda-feira e aprovada pelos legisladores russos em outubro, equivale a uma “rescisão” formal do acordo.
Os líderes ocidentais acusaram Moscovo de usar a ameaça nuclear desde o início da invasão da Ucrânia em Fevereiro de 2022.
Poucos dias após o início do ataque, Vladimir Putin colocou as forças nucleares russas em alerta máximo. Em 2024, o mestre do Kremlin assinou um decreto reduzindo o limite para o uso de armas nucleares.
No domingo, o presidente russo anunciou que a Rússia conduziu com sucesso o teste final do seu novo míssil de cruzeiro nuclear Bourevestnik.
As conversações de paz entre Moscovo e Kiev estagnaram apesar dos esforços de mediação do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu pôr fim rapidamente ao conflito na Ucrânia depois de regressar à Casa Branca em janeiro.
Donald Trump adiou indefinidamente a reunião com Vladimir Putin prevista para terça-feira em Budapeste, dizendo que não queria discussões “inúteis”.



