Secretário Geral de COMEU nacional, Rodolfo AguirreConheceu o Deputado Nacional Máximo Kirchner E assegurou que ambos concordaram com a necessidade de fortalecer a unidade da oposição contra Governo de Xavier Miley. A reunião também foi realizada poucos dias depois de o ex-Presidente ter passado um ano em prisão domiciliária. Cristina Kirchner Por condená-lo no caso da estrada.
Através de uma mensagem publicada em X, a conferência de Aguiar analisou a situação económica e social do país e alertou para a eficácia das políticas promovidas pela administração liberal. “Concordamos que a crise económica e social no país está a aprofundar-se e a oposição enfrenta o desafio de alcançar o mais alto nível de unidade para virar a crescente rejeição social contra Mili”, disse Aguirre.
Críticas ao FMI e à direção econômica
Segundo o responsável da ATE, durante a reunião discutiram-se também as consequências dos acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o impacto das medidas económicas nos trabalhadores e reformados. “Como Argentina, devemos reverter a taxa imposta desde que os empréstimos do FMI foram concedidos a Mauricio Macri e agora milhões de trabalhadores são afetados pelo imposto de renda”, disse ele.
Nesse sentido, Aguirre questiona a deterioração das condições sociais e de trabalho nos últimos anos. “Nestes dois anos e meio privaram-nos dos nossos direitos, destruíram centenas de milhares de empregos e demoliram salários e pensões”, disse o dirigente sindical.
Proteção do trabalho e do produto
Aguirre destacou que um dos pontos de acordo com Maximo Kirchner foi a necessidade de promover programas que protejam o emprego e fortaleçam as atividades produtivas. “Acordámos em apresentar legislação que proteja os trabalhadores e proteja a indústria e a produção nacional”, destacou.
Além disso, questionou as tentativas de enfraquecer a representação sindical e abordou a situação do Sindicato dos Metalúrgicos (UOM). “O objetivo é enfraquecer a representação dos trabalhadores através da intervenção dos sindicatos”, comentou o responsável da ATE a nível nacional.
Memórias de Christina Kirchner um ano após sua prisão
O encontro aconteceu um ano depois da prisão de Christina Kirchner, tema que também fez parte da conversa entre os dois dirigentes. “Mais uma vez rejeitamos a perseguição política, a proibição, e continuamos a exigir a sua liberdade”, disse Aguirre. Da mesma forma, um comunicado divulgado pela ATE descreveu a prisão da ex-presidente como “injusta” e reiterou o seu pedido para a sua libertação.
A luta é pela preservação da democracia
Por fim, Aguirre garantiu que o cenário atual transcende as reivindicações salariais e trabalhistas e suscita um debate mais amplo sobre o desempenho institucional do país. “Não há dúvida de que a luta é muito mais do que salários, pensões e empregos. A luta é em defesa da democracia porque está em jogo hoje”, concluiu.


