Dias depois de se tornar oficial sua saída do cargo de diretor técnico do Boca, Cláudio Úbeda quebrou o silêncio e Ele deu detalhes de como deixou o clube.
Sem o cassete colocado como treinador, Sifão foi entrevistado por Rádio La Vermelha e contou a verdade sobre seu relacionamento com Juan Román Riquelme e os detalhes de sua saída enquanto tomava café com ele. Chelo Delgado.
Fiel ao seu estilo, Úbeda não escapou à questão do momento e expressou o que sente por ser ex-técnico do Boca: “Dói muito. Nas condições que aconteceram, nos dói porque sabíamos que tínhamos a chance de continuar avançando.”
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– É claro que eu queria ficar. Uma coisa é o sentimento de querer continuar a pertencer a esse grupo e estar com os jogadores e outra são as condições e os resultados finais que no final trazem muitas coisas boas”, continuou.
Quando questionado sobre a eliminação da Copa Libertadores ter sido o principal motivo de sua separação, ele explicou: “Entendemos todas as demandas dos grandes times e muito mais do Boca. Entendemos aquela virada de não ter avançado na Libertadores. Nós sabíamos disso “Estávamos muito dependentes desse resultado.”.
Em meio aos questionamentos, ele também foi incentivado a analisar seu ciclo no Boca: “O fracasso é quando você não tenta. Tentamos até o fim. Foi uma viragem a partir do jogo com o Lanús. A equipe apareceu de uma forma diferente, com mais confiança. Começou a crescer e ficamos 14 jogos sem perder. Vencemos os dois clássicos“.
De mãos dadas com Chelo Delgado e sua relação com Riquelme
Contando como descobriu a negativa do Boca, Úbeda contou um encontro presencial e extraordinário com Marcelo Delgado. “El Cello me disse que queria ir comigo para me contar as coisas na minha cara. Ele estava me esperando com um café. Olhando para o rosto dele, eu já sabia de onde vinha a mão, mas facilitei para ele.”ele admitiu.
Sobre seu relacionamento com Riquelme, ele comentou: “Conversamos bastante com Román. Como presidente conversamos muito sobre o time, mas ele nunca me impôs que um ou outro tivesse que jogar. As decisões finais foram nossas. “Eu sabia que ele não gostava de nenhum deles e eu também não gostava dele.”
Além disso, destacou um grande gesto do presidente ao parabenizar Lautaro Di Lollo, Milton Delgado e Tomás Aranda pela convocação para a pré-lista da seleção argentina. “Román veio e me disse que queria que eu estivesse na frente deles para lhes dizer que haviam sido chamados. ‘Eles têm que agradecer por lhes dar a oportunidade’, disse ele. Isso me encheu de orgulho.” Úbeda disse.
FMZ