Secretário Geral de Sindicato dos Trabalhadores do Estado, Rodolfo AguirreOs Metalúrgicos questionaram fortemente a intervenção legal do sindicato e expressaram o seu apoio ao chefe deposto do sindicato, Abel Farlan. Fê-lo através de uma mensagem que publicou nas redes sociais após o acórdão que anulou as eleições internas do sindicato.
Uma forte rejeição à intervenção judicial
“Não permitiremos que a justiça e o governo violem a autonomia das organizações sindicais“, escreveu Aguirre em seu relato X. O dirigente do ATE rejeitou a decisão judicial e afirmou que queria “disciplinar os dirigentes sindicais combatentes”.

Além disso, manifestou sua solidariedade aos metalúrgicos e a Furlan, que foram afastados da liderança da UOM depois que a Câmara Nacional de Recursos do Trabalho determinou a intervenção sindical por 180 dias. “Eles querem que sejamos obedientes e submissos, mas não podem“, acrescentou o dirigente sindical.
Justiça UOM anulou a eleição
A resolução foi emitida pela Câmara VIII da Câmara Nacional de Recursos Trabalhistas, composta pelos desembargadores Victor Arturo Pesino e Maria Dora González. O acórdão afirmou que “não garantiram eleições credíveis, seguras ou transparentes” e apontou irregularidades na democracia da União.
Após esta decisão, o advogado Alberto Bilgiri foi nomeado advogado mediador, responsável pela administração interna do sindicato durante seis meses e pela apresentação de relatórios trimestrais. Concluído esse processo, novas eleições serão realizadas.
A liderança da UOM descreveu a medida como um “ataque aos salários dos trabalhadores” e denunciou-a como um veredicto “arbitrário e antidemocrático”. A rejeição também foi acompanhada por setores sindicais como as Centrais Operárias da Argentina, dirigentes sindicais e dirigentes do Sindicato pela Pátria, que vincularam a decisão ao avanço das reformas trabalhistas promovidas pelo governo nacional.



