O governo dos EUA autorizou a Venezuela a pagar os honorários advocatícios do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que está preso nos Estados Unidos, de acordo com um documento judicial.
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A administração americana impediu até agora o Estado venezuelano de pagar os honorários advocatícios do casal Maduro devido às sanções internacionais ao país.
A defesa de Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, aproveitou esta situação para anular a acusação, argumentando que negar ao arguido o acesso a um advogado da sua escolha equivalia a uma violação de um direito garantido pela Sexta Emenda da Constituição Americana.
Mas o procurador de Nova Iorque, Jay Clayton, escreveu numa carta sexta-feira a Alvin Hellerstein, o juiz que supervisiona o caso, que o Departamento do Tesouro tinha removido esse obstáculo e permitiria que “os advogados de defesa recebessem pagamentos do governo venezuelano sob certas condições”.
Segundo ele, a defesa aceita esse privilégio e retira por enquanto o pedido de anulação.
Nicolás Maduro, que foi sequestrado com sua esposa em Caracas no dia 3 de janeiro durante uma magnífica operação militar na qual participaram cerca de 150 aviões e helicópteros, bem como tropas terrestres do exército americano, está sendo julgado nos EUA por quatro crimes, incluindo narcoterrorismo.
O ex-presidente nega as acusações contra ele.
A reacção de Hellerstein, um juiz de 92 anos com experiência em casos de grande escala, será examinada de perto, embora a escolha radical de anular o julgamento pareça improvável.
O casal Maduro está encarcerado em uma prisão de segurança máxima no distrito de Brooklyn, em Nova York.



