O México parece estar a caminho de ultrapassar o Canadá na revisão do Acordo Comercial Canadá-Estados Unidos-México (CUSMA), afirma um especialista.
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“Tenho grande dificuldade em compreender a estratégia canadiana”, disse o especialista da indústria agroalimentar Sylvain Charlebois numa entrevista à LCN.
“Há seis dias, o primeiro-ministro Carney deu-nos um vídeo de 10 minutos explicando que uma das nossas fraquezas é a nossa relação com os Estados Unidos, e dois dias depois criou um comité consultivo de 24 pessoas (…) para aconselhá-lo nas relações com os americanos”, acrescentou.
Comparecendo perante uma comissão parlamentar federal na quinta-feira, o novo embaixador do Canadá nos Estados Unidos, Mark Wiseman, defendeu a gestão do abastecimento, embora a tenha criticado abertamente em 2004.
Postado por em uma postagem Globo e CorreioMais tarde, ele afirmou que a gestão da oferta estava “sufocando a inovação” e mantendo os preços artificialmente altos.
“Ele não se sentia muito confortável com a gestão da oferta, mas aqui está o representante do Canadá nos Estados Unidos em Washington. Para mim, a estratégia do Canadá não é clara”, continua Sylvain Charlebois.
O México está em melhor posição?
Entretanto, o especialista da indústria agroalimentar sublinha que o México continua a chegar a acordos com os Estados Unidos sobre vários assuntos.
“Tenho a impressão de que caminhamos para um cenário semelhante ao de 2020 (ou seja), onde o México chegará a um acordo com os Estados Unidos, obrigando o Canadá a voltar à mesa e a negociar, a fazer concessões contrárias à estratégia do senhor Carney”, preocupa o especialista.
Este último também saudou a decisão da nova primeira-ministra do Quebec, Christine Fréchette, de viajar a Washington em missão diplomática.
“Não creio que ele tenha escolha. E não é o primeiro primeiro-ministro a fazer isto. O senhor Ford esteve nos Estados Unidos durante algum tempo nas últimas semanas. A primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, esteve nos Estados Unidos várias vezes. Há muitos primeiros-ministros que fizeram a mesma coisa”, sublinha Sylvain Charlebois.
“É realmente uma boa ideia que a província de Quebec construa relações mais fortes porque neste momento em Ottawa (…) a abordagem com os Estados Unidos não é clara e acho que isso deixa as diferentes províncias um pouco desconfortáveis”, acrescenta.
Assista ao vídeo acima para ver a entrevista completa.



