Início ANDROID Cientistas acabam de descobrir a verdadeira fonte de microplásticos no ar

Cientistas acabam de descobrir a verdadeira fonte de microplásticos no ar

11
0

A atmosfera desempenha um papel importante na propagação de microplásticos por todo o planeta, transportando estas minúsculas partículas para as áreas mais remotas. Pessoas e animais podem inalá-los, levantando preocupações sobre potenciais efeitos para a saúde. Uma vez transportados pelo ar, os microplásticos também podem regressar à terra, agravando a poluição dos oceanos e do solo em todo o mundo.

Um novo estudo do Departamento de Meteorologia e Geofísica da Universidade de Viena fornece uma imagem mais clara das origens destes microplásticos transportados pelo ar. Os pesquisadores usaram medições globais e modelos computacionais para estimar as emissões de fontes terrestres e oceânicas. A principal descoberta deles foi chocante: mais de 20 vezes mais partículas de microplástico são liberadas no ar pela terra do que pelo oceano. A pesquisa foi publicada recentemente na revista Nature.

Fontes de microplásticos no ar

Os cientistas sabem há muito tempo que os microplásticos estão presentes na atmosfera de todo o mundo. Essas partículas acabam se fixando em locais distantes e isolados. Eles se originam de fontes diretas, como desgaste de pneus e fibras têxteis, bem como de superfícies terrestres e marítimas previamente contaminadas que liberam partículas de volta ao ar.

Até agora, a escala destas emissões e a contribuição de cada fonte são desconhecidas. Estudos anteriores apontaram frequentemente o oceano como o principal contribuinte, mas novas descobertas desafiam essa suposição.

Compare modelos com medições reais

Para compreender melhor o problema, os investigadores Ioanna Evangelou, Silvia Bucci e Andreas Stohl recolheram 2.782 medições individuais de microplásticos atmosféricos com base em estudos realizados em todo o mundo. Eles então compararam essas observações do mundo real com os resultados de um modelo de transporte que incorpora três diferentes estimativas de emissões publicadas.

Através da comparação, um grande problema foi descoberto. O modelo prevê consistentemente que há muito mais partículas microplásticas no ar e depositadas na superfície da Terra do que as realmente observadas, às vezes em ordens de magnitude. Esta lacuna permitiu aos investigadores ajustar o modelo e refinar as estimativas de emissões de fontes terrestres e oceânicas separadamente, produzindo resultados mais precisos.

A terra domina as emissões de microplásticos

Depois de recalibrar os dados, a equipe descobriu que as emissões terrestres foram significativamente superestimadas nos modelos anteriores, mas mesmo após a correção, a terra ainda era a fonte dominante. As emissões oceânicas também foram revistas em baixa.

Quando questionado sobre a origem da maioria dos microplásticos transportados pelo ar, o autor principal Andreas Stohl explicou: “As estimativas atuais de emissões em escala mostram que mais de 20 vezes mais partículas de microplástico são emitidas sobre a terra do que sobre o oceano”. Enquanto isso, a primeira autora, Ioanna Evangelou, apontou um detalhe importante: “No entanto, a proporção de massa de emissão sobre o oceano é na verdade maior do que sobre o oceano, devido ao tamanho da massa transportada pelo ar”.

Incerteza contínua e necessidade de mais dados

A pesquisa marca um passo importante na compreensão de como os microplásticos viajam pela atmosfera e se espalham pelo mundo. No entanto, permanecem incertezas significativas.

Andreas Stohl, principal autor do estudo, conclui: “No entanto, o quadro dos dados ainda não é satisfatório e ainda existem grandes incertezas. São necessárias mais medições para que possamos saber quanto microplástico provém do tráfego e quanto provém de outras fontes. A distribuição do tamanho das partículas e, portanto, a quantidade total de plástico transportado na atmosfera também é altamente incerta.”

Visão geral das principais descobertas

  • As medições da distribuição global de microplásticos na atmosfera foram comparadas com simulações de modelos.
  • A comparação mostrou que o modelo superestimou o número medido de partículas microplásticas em várias ordens de grandeza.
  • Isto mostra claramente que as estimativas de emissões utilizadas até agora são demasiado elevadas, especialmente para as emissões terrestres.
  • A quantidade de partículas microplásticas emitidas pela terra é mais de 20 vezes maior do que a quantidade de partículas emitidas pelo oceano.
  • São necessárias medições mais precisas para produzir estimativas de emissões mais precisas. Em particular, a distribuição de tamanho das partículas de plástico é uma importante fonte de incerteza e não foi registada com precisão suficiente nos dados de medição até à data.

Source link

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui