A indústria global do entretenimento foi alertada pela notícia de que o departamento de justiça da Coreia do Sul tem como alvo o fundador da HYBE, Bang Si-hyuk. Um empresário fundamental para a expansão do K-pop pelo mundo enfrenta uma investigação sobre fraudes financeiras envolvendo investidores. O caso já está criando ondas além das fronteiras e internacionalmente.
Segundo autoridades de Seul, a polícia solicitou o mandado de prisão na sequência do caso, sugerindo manobras ilegais antes do IPO da empresa. Em 2019, o gestor supostamente omitiu informações relevantes ao avaliar a entrada na bolsa de uma empresa conhecida como Big Hit Entertainment.
Bang negou a existência de planos de abertura de capital para potenciais investidores, segundo pesquisa divulgada pela Yonhap. Esta suposta desinformação afeta as principais decisões dos empresários que, acreditando neste cenário, optam por vender as suas ações antes da estreia da empresa na bolsa.
As investigações também apontam para um fundo de private equity dono dessas ações e vinculado ao executivo. O esquema colherá benefícios significativos após a conclusão da oferta pública inicial, o que fará soar o alarme entre as autoridades financeiras sul-coreanas.
As estimativas iniciais colocam o valor em cerca de 200 bilhões de won, equivalente a cerca de US$ 136 milhões. Além disso, está sendo considerada a existência de um contrato paralelo, por meio do qual o empresário recebe uma determinada porcentagem dos lucros obtidos após o funcionamento da bolsa.
O caso atinge um momento delicado para a indústria, pois coincide com o retorno do grupo mais icônico da empresa, o BTS, aos palcos. À medida que a investigação continua, o futuro jurídico de Bang Si-hyuk terá implicações financeiras e simbólicas para o K-pop em todo o mundo.



