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Papa defende diálogo com “líderes autoritários”

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Papa Leão

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O papa norte-americano anunciou numa conferência de imprensa no avião que o trouxe da Guiné Equatorial para Roma que o Vaticano “continua a manter relações diplomáticas em todo o mundo, por vezes à custa de grandes sacrifícios”.

“E às vezes temos relações diplomáticas com países que têm líderes autoritários”, admitiu o papa soberano quando questionado sobre o risco de a sua visita ser usada para legitimar o poder existente.

“Nem sempre fazemos grandes declarações, não criticamos, julgamos ou condenamos, mas há um enorme trabalho a ser feito nos bastidores para promover a justiça, causas humanitárias ou libertar presos políticos”, acrescentou.

Ele também enfatizou: “É importante para nós procurarmos a melhor forma de ajudar as pessoas em qualquer país”.

Durante a sua viagem de 11 dias por quatro países africanos, o Papa foi recebido nomeadamente por Paul Biya, de 93 anos, que está no poder nos Camarões desde 1982, e por Teodoro Obiang Nguema, de 83 anos, que governa a Guiné Equatorial desde 1979; ambos foram criticados por seu autoritarismo.

Perante eles, apelou à “quebra das cadeias da corrupção” e ao respeito pela dignidade humana, chegando ao ponto de condenar as “alarmantes condições de higiene e saúde” dos detidos na Guiné Equatorial.

A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 184 estados, cerca de metade dos quais são representados por uma embaixada em Roma.

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