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Interrupção de internet de 44 dias no Irã bate recorde enquanto negociações com EUA estagnam

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O apagão nacional da Internet no Irão entrou no seu 44º dia no domingo, estabelecendo um recorde global para a desconexão mais longa num estado soberano, de acordo com dados da NetBlocks.

O bloqueio em curso excede todos os parâmetros de referência anteriores, afirmou o grupo de vigilância, alertando que as consequências humanas e económicas do isolamento digital prolongado continuam a intensificar-se. Ele descreveu a queda de energia como uma situação sem precedentes numa sociedade moderna e conectada.

Apagão implementado após aumento da tensão militar

As restrições foram impostas logo após ataques militares envolvendo os Estados Unidos e Israel, após o aumento das tensões com o Irão. Desde então, as autoridades continuaram a bloquear quase completamente o acesso externo à Internet em todo o país.

Esta não é a primeira medida desse tipo tomada nos últimos meses. No início do ano, o Irão testemunhou outro apagão prolongado da Internet durante protestos antigovernamentais generalizados, reflectindo o padrão de controlo digital durante períodos de agitação.

Impacto Económico e Social do Isolamento Digital a Longo Prazo

Especialistas e grupos de direitos humanos manifestaram preocupação com o impacto de longo alcance do corte de energia. As empresas, os estudantes e os cidadãos comuns enfrentaram perturbações significativas devido ao acesso limitado às plataformas de comunicação globais.

A NetBlocks enfatizou que a censura contínua leva a perdas económicas crescentes e a dificuldades sociais, uma vez que os serviços básicos e os canais de comunicação permanecem limitados.

Irã sinalizou desconfiança nas negociações com os EUA

A interrupção coincide com a suspensão dos esforços diplomáticos entre Teerão e Washington. O Presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Bager Galibaf, expressou as suas dúvidas sobre o resultado das últimas negociações, afirmando que o Irão entrou nas negociações de boa fé, mas sofria de falta de confiança devido a conflitos passados.

Ele observou que o lado oposto não conseguiu ganhar a confiança da delegação iraniana, sublinhando a persistente desconfiança entre as duas nações.

A diplomacia continua apesar do impasse

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, disse que as negociações com autoridades americanas foram uma das reuniões mais longas do ano passado e duraram mais de 24 horas. Ele enfatizou que a diplomacia continua mesmo que não haja um acordo final.

Baqaei observou a complexidade das questões relevantes, incluindo as preocupações regionais e a segurança marítima, bem como o programa nuclear do Irão. Ele observou que, embora tenham sido feitos alguns progressos na proposta multiponto, divergências significativas estavam impedindo um avanço.

Reconhecido o papel do Paquistão na mediação

As autoridades iranianas também reconheceram o papel do Paquistão na facilitação das negociações. Tanto Ghalibaf como Baqaei expressaram o seu apreço pelos esforços do Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e do Chefe do Estado-Maior do Exército, Asim Munir, em acolher e apoiar as conversações.

Aumento da tensão sobre questões nucleares e marítimas

Os desenvolvimentos ocorrem no meio de tensões contínuas sobre as ambições nucleares do Irão e o controlo estratégico da região, incluindo preocupações sobre o Estreito de Ormuz.

A recente publicação pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, de um artigo sugerindo a possibilidade de um bloqueio naval contra o Irão aumentou esta pressão e indicou que o impasse entre os dois lados estava a aprofundar-se.

Embora os esforços diplomáticos continuem infrutíferos e as restrições digitais continuem, o Irão continua a enfrentar turbulências internas e pressões geopolíticas externas.

(Com informações da ANI)

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