2 minutos de leituraNova Deli05 de abril de 2026 09:21 IST
O bilionário fundador do Telegram, Pavel Durov, disse no sábado que a tentativa da Rússia de bloquear redes privadas virtuais (VPNs) desencadeou um problema com um sistema de pagamento doméstico, acrescentando que dezenas de milhões de russos resistiram aos controles digitais.
A Rússia bloqueou repetidamente a Internet móvel e concedeu amplos poderes para encerrar as comunicações de massa, ao mesmo tempo que interrompeu os serviços de mensagens e VPNs, no que os diplomatas chamaram de “grande repressão”.
Os problemas técnicos de sexta-feira, que a Rússia ainda não explicou completamente, causaram o caos para alguns compradores, forçando o metrô de Moscou a permitir a entrada sem pagamento através de suas catracas, enquanto um zoológico regional teve que pedir aos visitantes que usassem dinheiro.
“Bem-vindos de volta à resistência digital, meus irmãos e irmãs russos”, disse Durov no Telegram. “Toda a nação está agora mobilizada para contornar estas restrições absurdas”.
O maior banco da Rússia, o Sberbank, disse que houve um problema técnico na sexta-feira, mas não deu detalhes. Alguns meios de comunicação russos excluíram relatos de que a interrupção ocorreu devido a propostas do governo para bloquear determinados sites ou VPNs.
Autoridades russas dizem que a repressão a VPNs e aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram é crítica para a segurança, já que Moscou enfrenta ataques mortais no interior da Rússia vindos da Ucrânia e supostas tentativas de sabotagem por parte de agências de inteligência ocidentais.
A Rússia estrangulou o Telegram, que tem mais de 1 bilhão de usuários ativos e também é amplamente utilizado na Ucrânia, e investigou Durov em um processo criminal envolvendo alegações de terrorismo.
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Autoridades russas disseram que o Telegram foi invadido pela Ucrânia e pelos serviços de inteligência membros da OTAN, e que soldados russos morreram como resultado.
O Telegram negou tal penetração, dizendo que Moscou está tentando forçar os russos a usar o MAX, um aplicativo de mensagens apoiado pelo Estado que escolas e universidades foram instruídas a usar.
A pressão do Kremlin contra tal aplicativo irritou alguns russos, informou a Reuters na sexta-feira.
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