BANGKOK (Reuters) – O órgão disciplinar do Partido Comunista da China disse nesta sexta-feira que colocou o ex-chefe de Xinjiang em uma investigação sobre suspeitas de violações da disciplina e da lei.
Ma Xingrui é membro do Comitê Central do partido e serviu como secretário do partido na região de Xinjiang, na China, de 2021 a 2025. Anteriormente, também atuou como diretor da Comissão Nacional de Assuntos Étnicos e vice-líder do partido na província de Guangdong.
Não ficou claro quais violações Ma teria cometido. Ma é o mais recente alto funcionário a ser afastado do poder este ano. Xi Jinping, da China, tornou-se o principal general das forças armadas do país em janeiro.
Ma foi substituído por Chen Xiaojiang em julho passado como líder do partido em Xinjiang, uma região que se tornou internacionalmente conhecida por uma campanha de anos de detenções extrajudiciais.
A China deteve um milhão ou mais de menores, incluindo muçulmanos de etnia uigure, numa série de ataques perpetrados por um pequeno número de extremistas uigures.
Em 2021, quando Ma se tornou secretário, a China disse que teria fechado a maioria dos seus centros de detenção. Mas pelo menos alguns acampamentos foram transformados em sedes de prisões, e informações divulgadas à AP mostraram que milhares de uigures foram presos por longas sentenças contra especialistas que foram chamados com base em acusações forjadas.
Em Março, a China aprovou uma lei que, segundo os especialistas, está a aproximar-se da assimilação de grupos étnicos minoritários, com base em anos de mudanças políticas a nível provincial em Xinjiang e noutros locais.



