Um policial em uma delegacia de polícia em Porto Príncipe, Haiti, na terça-feira, 3 de março de 2016.
Odelyn Joseph/AP
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PORTO PRÍNCIPE, HAITI – A violência eclodiu na cidade de Petite-Rivière de l’Artibonite, no centro do Haiti, na manhã de domingo, quando uma gangue entrou em confronto com um grupo de vigilantes, confirmaram autoridades regionais à Associated Press.
Uma violência da gangue Gran Grif deixou corpos ensanguentados espalhados pelas ruas do bairro de Jean-Denis, mostram vídeos. As tropas incendiaram as casas e deixaram os civis assentindo.
Não ficou imediatamente claro quantas pessoas foram mortas pelo grupo. O último massacre numa nação que sofre de uma espiral de guerra de gangues foi deixado para cinco anos após o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021.
Por volta do ano de 2023, grupos policiais começaram a surgir no país caribenho para reagir contra as gangues sugadoras de vidas do Haiti. A onda de justiça vigilante brutal tornou o conflito no Haiti muito mais complicado, bem como as forças internacionais que procuravam pacificar o país.
Os grupos de vigilantes isolam frequentemente os bairros, apedrejam e cortam os membros de suspeitos de gangster, mutilam-nos e queimam-nos, por vezes enquanto ainda estão vivos.
Enquanto isso, a gangue Gran Grif continua a semear o terror na região de Artibonite, no Haiti, onde está localizada Petite-Rivière de l’Artibonite. A gangue Gran Grif tornou-se uma das várias gangues haitianas a serem designadas como organização terrorista estrangeira pela administração Trump no ano passado.
Segundo a ONU, é a maior gangue do país, responsável por 80% das mortes de civis ali. Ele massacrou e sequestrou civis, incluindo menores, forçando milhares de pessoas a fugir de suas casas e a serem dilaceradas, disse a organização.



